Wednesday, July 02, 2008

...a saga continua

Bem já lá vão uns dias que não escrevo e tanto já aconteceu...nem sei bem por onde começar de maneira a tentar criar um fio condutor minimamente lógico.

26 de Junho (aniversário da minha Mãe) o dia foi passado na sala de aula a criar composições gráficas, através de colagem, que comunicassem 3 palavras-chave emergidas de 3 locais de Londres.

Todos, ou quase todos, fizemos o que nos foi solicitado e no final todos discutimos os trabalhos de cada um. Esta foi a parte em que de facto houve uma consciencialização do que era o objectivo final do exercício. A partilha da informação, da experiência pessoal e perspectiva de cada canto do Mundo foi espetacular.

Quando há pouco disse que quase todos fizemos o que nos foi pedido, disse-o porque o nosso amigo Kerem (o turco, não sei bem se é assim que se escreve mas se lerem em voz alta o que vos soar é o nome dele) é um sujeito muito particular. A cabeça dele deve andar a mais de 1000 à hora, as ideias devem fluir como o sangue flue nas nossas veias. Nem sempre aparece nas aulas e nem sempre faz o que lhe pedem, mas acaba por trazer uma posição bem vincada no design gráfico. É sempre uma aventura trabalhar com ele, e tenho tido a sorte de o ter no meu grupo de trabalho. Aliás costumamos andar eu, a espanhola e o turco, o trio odemira da CSM (Central Saint Martins).


O dia passou rápido e a vontade no final da aula era refazer o trabalho e ver que de facto as coisas iriam para um caminho totalmente diferente.

Final da tarde e vou ter com o Rui a Victoria Station, começo por lhe fazer "uma visita guiada" ao metro, porque ia cá ficar tão pouco tempo que o ideal foi mesmo o metro.

Mostrei-lhe a minha nova morada, jantamos e pusemos a conversa em dia pessoalmente!

27 de Junho
Dia livre para o Rui. Aproveitou para ir ao Madame Tussaud, andar pelas ruas de Londres Trafagal Square, almoçou como os londrinos em pé e a andar e continuou a ver a cidade.

Eu passei o dia a andar...que novidade!
Encontro marcado para as 10h30 no Museu do Design. O objectivo era desenhar o que achassemos interessante desde o Museu do Design (interior e exposição incluída) até à Tate Modern que é um mundo e uma semana lá não chegaria para ter uma pequena ideia da grandiosidade deste museu, quer pela sua arquitectura quer pelas exposições e ainda pela livraria, que provavelmente será uma das melhores que eu conheço.

No meio desta caminhada debatemo-nos com um mercado de iguarias tradicionais oriundas de muitos lados, desde queijos franceses, ao pastel de belém (mais conhecido na minha zona como "nata") até a compotas e outras coisas mais que não vos sei dizer o que era.

A chuva fez-nos companhia neste dia bem como o vento frio! Mas Londres sem chuva...

Final da tarde fizemos os que de cá fazem: fomos a um pub! A turma toda mais o Rui e o Eduardo (amigo da espanhola, italiano que está cá a trabalhar e conheram-se na residencial).

Foram indo embora um a um até que acabamos eu, o Rui, a norueguesa e o turco. Objectivo encontrar um sitio qualquer em Shoreditch. Ao final de algumas tentativas e quase a desitir lá encontramos uma rua animada cheia de gente, alguns já bem dispostinhos. Entramos num sitio...era o típico restaurante americano! Só faltou a jukebox! Mas acreditem que depois do almoço caro que tive, sinceramente não valeu o dinheiro, este jantar soube ao manjar dos deuses!

Lá viemos depois todos direitinhos cada um para a sua morada!

Sábado passeio turístico com o Rui: Westminster, Big Ben, Palácio de Buckingham, Piccadilly Circus, Oxford Street, a casa de chá onde fui tomar no outro dia o chá, Leicester Square, Tower Bridge e London Eye entre outras coisas, neste dia já utilizamos o característico Bus inglês.

À noite, ou melhor ao final da tarde encontramo-nos com o meu amigo Ni e os seus amigos e fomos todos jantar e depois assistir a um concerto de Maria Rita nos piores lugares da sala...mas valeu a pena ainda assim, vimos um lado mais samba dela! Ainda tive a oportunidade de ouvir uma questão bastante pertinente das minhas vizinhas da frente, de nacionalidade brasileira, que a poucos minutos de começar o concerto me perguntou:" Como é lá em Portugau? Vocês ouvem música brásileira eihn?" (a intenção é lerem com o sotaque brasileiro) a vontade foi responder: a ditadura já acabou, já há livre circulação de tudo, não somos quadrados nem um povo fechado. Mas não, respirei fundo e disse que sim que se ouvia bastante múscia brasileira. Aventurei-me a perguntar-lhe se conhecia o Fado, a reposta claro que foi não...

29 de Junho

O Rui parte hoje! Só deu mesmo tempo para comprar umas lembranças e almoçarmos. Levei-o de volta a Victoria Station.

Voltei para a minha "casa" e actualizei os meus emails e aproveitei para descansar os pés que de novo me estavam a magoar...descobri porquê: tenho uma bolha no calcanhar! Era tudo o que eu estava a precisar neste momento era uma bolha no calcanhar para me fazer um pouco de companhia nas viagens de metro!

30 de Junho
O briefing do projecto principal do curso foi-nos apresentado! Que medo!
3 cartazes A3 com 3 locais de Londres (sim o tema do curso é Londres...parece meio cliché, e mesmo que seja e não deixando de o ser, acreditem que se fica com uma perspectiva bem diferente desta cidade imensa, que estou a amar!), estes cartazes têm que estar ligados de alguma forma, a técnica e a abordagem é a que quisermos desde que exista uma base que defenda o trabalho, como é lógico!

Senti-me perdida...entretanto fui criando umas notas falei com a Rebecca e ela sugeriu que fosse passear e fotografar.

A Isabel (espanhola) também veio para a rua fotografar, fomos juntas.

Saímos todas lampeiras a tentar com que cada uma tivesse uma ideia...não estava fácil.

Começamos a digir-nos para o Soho...e eis que uma miragem nos surge!!! Sir Paul Mccartney cruza-se connosco e cumprimenta-nos. Meias parvas olhamos uma para a outra é ele não é? É!!!! Corremos e pedimos um autógrafo. Mas antes disto ele fez questão de nos apertar as mãos e cumprimentar-nos. Foi brutal! Tão pouco Star que ele foi! O dia ficou completamente diferente...acho de 30 em 30 minutos exclamávamos: Conhecemos o Paul Mccartney! Ok parecemos umas toninhas, é verdade, mas acreditem que foi inexplicável!

Lá continuamos a nossa pesquisa, sempre meias atarantadas com o episódio!

Voltamos à escola e começamos a falar no nosso grupo sobre as nossas ideias, com o objectivo de puxar pela criatividade cada um de nós. Lá vem a Rebecca falar connosco e começa com a Kim ( americana, muito tímida e pouco segura, parecia eu há uns anitos atrás). Entretanto passa para o Turco e a Kim desaparece...mais tarde e depois de algumas interrupções por parte de outros professores que iam estar connosco esta semana, a Kim reaparece com os olhos vermelhos. Fui falar com ela e tentar trazer-lhe um pouco de calma, entretanto apareceu a Isabel e lá conseguimos que ela ficasse mais positiva.

Todos foram embora e lá tive oportunidade de falar com a Rebecca sobre o meu trabalho e a Kim conseguiu falar com ela e perceber que não há necessidade para tanto stress!

Fim das aulas e a Isabel precisava de ir a Greenwich para atravessar o rio pelo túnel, e eu fui com ela. Apanhamos o autocarro 188 e lá fomos nós...passados uns 45 minutos lá chegamos.

Não foi nada de extraordinário mas acho que só pela experiência valeu a pena! Voltamos ao centro de Londres pelo DLR.

1 de Julho ( hoje)

Foi espetacular!!!! Um dia de fotografia!! Amei!
Ainda que a minha máquina não se esteja a sentir bem, consegui contornar o obstáculo. O objectivo era fotografarmos um elemento do nosso grupo, um Retrato! Não resiti e tirei a todos! E foi nisto que resultou:




Final da tarde encontro como Ni para a exposição Summer Science na The Royal Society onde tive oportunidade de me informar sobre a nanotecnologia, o "parar o tempo" para a leitura dos electrões, o sobre aquecimento do planeta, as deformações nas ondas na galáxia etc etc...muito interessante e muito lúdica!

Voltei para casa e amanhã é num novo dia. Também acho que por hoje é tudo!

*

Wednesday, June 25, 2008

...ai os meus pés...ai as minhas pernas

Ora cá vamos nós...ontem e hoje foi um non stop quer de informação quer de Km!

Nem sei bem por onde começar...só sei que estou cansadita!

Começamos o dia na rua a desenhar o que vemos. O exercício consistia em preencher um caderno de esquiços até ao final da tarde, desenhos rápidos de pormenores ou de paisagem, à nossa maneira, com as nossas interpretações. O que é facto é que ao final do dia as linhas fluíam de uma maneira incrível.

O sol tem sido nosso amigo e tem-nos presenteado os dias com a sua companhia.

Final da tarde vou ter com o João e saber como é a perspecitva dele da cidade...com ar de inglês, até tive alguma dificuldade em reconhecê-lo, de fato, sapato, óculos de sol...um Lord!...resumindo...ele vai criar raízes nestes lados!

Depois da companhia dele fui ter com o meu amigo Ni que por milagre arranjou sardinha fresca, convidou-me a jantar lá em casa ( conheci o último elemento que partilha casa com ele). Tive que pedir uma alternativa não só porque não aprecio como também não eram demais. Conheci a casa dele e tivemos uma bela refeição Portuguesa, com direito a caldo verde e tudo! Obrigada! Soube muito bem! Quase saí a rebolar!

Ah mas antes deste jantar dos deuses levou-me ao café Lisboa onde pude tomar um belo de um cimbalino e comer um bolinho de arroz. Já sei onde comprar tremoços! Salsichas Nobre, sumos Compal, presunto, chouriço and so on and so on...

Depois do belo do jantar, e como se ainda não tivesse andado nada, resolvi ir a pé para a estação porque estava uma noite muito agradável e para digerir o pimento grelhado!

Hoje o dia foi à base de tipografia..voltei ao primeiro ano da faculdade: ir para a rua e fotografar formas de letras! Fui eu, a espanhola e o turco! Foi de rir!

À tarde estivemos a ver as fotos de todos e para a próxima semana saltamos para a paginação!

Depois das aulas como se não estivessemos cansados fomos, eu, a espanhola, o turco e a paquistanesa (esta última ainda foi a mais uma exposição mas eu já não tinha forças!) até ao museu da cidade de Londres, tudo por causa de um trabalho para amanhã. Não há tempo para paragens!

*

Monday, June 23, 2008

E as aulas começam...

Primeiro dia e chego 1 hora adiantada...tanto era o receio de chegar tarde, de me perder ou até mesmo avarias no metro que não tive mais nada se não acordar as 7.30 da manhã! Espetacular...por acaso não foi dificil porque o sol já há muito que era meu companheiro, bem que o tentei dissuadir...mas não consegui.

Antes sequer de sair daqui da residência um americano de nome Alex confunde-me com alguém o que foi engraçado pois ele ficou envergonhado com tal situação. É fotógrafo e está a estudar na Westminster University. Por sinal é o segundo Alex americano aqui na residencial, o primeiro que conheci é o meu vizinho do lado, que está cá em trabalho, é da área financeira...ainda lhe perguntei porque é que estava aqui...é temporário!

O metro de manhã fez-me sentir quase no S.João...havia a sardinha mas só que enlatada! Foi como me senti!

Voltando ao que interessa. 10h quase certas e o curso inicia. Indicam-nos o caminho e lá chegamos à sala após uns 4 andares bem cheiinhos! Todos a arfar sentam-se em volta de uma mesa e conhecemos 2 dos nossos tutores. Rebecca, proveniente ne NY City mas já cá está há uns 4 anos; e o Mac um senhor, que pelo que pintam é um Master! É dos mais antigos da St Martins School e todos por estas bandas o conhecem.

Uma breve apresentação e lá vamos nós conhecer as intalações: são dois edifícios conectados por uma construção recente criando pontes entre os dois...imaginem a confusção... um é do séc.XIX e o outro do séc.XX.

Lá voltamos a sala e começamos as apresentações entre nós alunos:

Brazil 2
Índia 1
Paquistão 1
EUA 3
Canadá 1
Japão1
Espanha 1
Noruega 1
Turquia 1
Portugal 1

junta-se tudo, deixa-se marinar um pouquinho e tá pronto:
Summer Study Abroad- Graphic Design @ CSM

12.00 e vamos almoçar eu, a indiana, a paquistanesa e a norueguesa. Cantina 2 libras e tá feito, nem é má a comida, pelo menos o que eu provei e por este preço também não posso esperar um serviço real não é verdade?!

13.00 e recomeça o curso. Um pequeno trabalho de grupo. Fiz com a paquistanesa, muito prática, super simpática, tranquila. Foi porreiro.

Acho que esta mistura de nacionalidades vai dar um bom resultado.

Curiosidades da turma: A indiana chama-se Ananditá, o Japonês abreviamos para Tom e ele quase não percebe inglês...de maneira que vai dizendo YES a quase tudo que lhe dizem!

Acabam as aulas e vou à procura de uma loja London Graphic Centre. 2 andares de material técnico com direito a desconto para estudantes! Compro o x-acto e uma borracha de pão...amanhã vamos para a rua desenhar...que medo! Depois digo-vos como foi.

Vim para casa!

*

Sunday, June 22, 2008

Ai os meus Pés

Ora cá vamos nós para mais aventuras...

Sexta-feira enclausurada no quarto para tratar de começar a procurar emprego e aproveitar que a internet é grátis.

Saio apenas para reforçar as vitaminas, hidratos de carbono e h2o.

Curiosidade eles não usam persianas...às 7 da manhã o sol entra no meu quarto...uhmmm que maravilha...se conseguir ficar por cá provavelmente daqui a 1 ano agradeço esta benção e provavelmente também já seja capaz de andar só de t-shirt e com a bela da havaiana...quiçá

Sábado tudo muito tranquilo, consigo acordar mais tarde um pouco, com algum esforço diga-se de passagem, tomo um pequeno-almoço tardio e ligo-me ao mundo cibernáutico. Coloco a conversa em dia e consulto os meus emails. Continuo a enviar cv's e a inscrever-me nos sites de recrutamento, já consegui uma morada e um número inglês o que torna as coisas bem mais fáceis.

3 da tarde e convite para ir passear. Lá vou eu ter com o meu amigo Ni a Covent Garden...1ª asneira: sigo as setas da saída e deparo-me com uma multidão à espera de elevador...como já estava atrasada resolvo ir pelas escadas e nem reparo no aviso de 100 degraus! Acham pouco? Desafio-vos a subirem os degraus e depois conversamos!

Passeamos pelo mercado, assistimos a umas performances na rua e fizemo-nos ao caminho. Procurar uma casa de chá que diziam ser interessante, a Fortnum & Mason Plc...linda, de perder a cabeça. Demos uma volta pela loja e acabamos sentados numa mesa a comer uns belos de uns scones mesmo a tempo do 5 o'clock tea.

Dali e para queimar estas doçuras fomos a pé por este percurso sensivelmente: St James Park, Horse Guards, Downing Street, Westminster, Big Ben...até à Tower Bridge ( tudo a pé meus caros!)

Pelo passeio passamos por homens estátuas e alguns bêbados que deixaram o melhor deles pelo caminho...não foi bonito de se ver...

Ai e tal o que vamos fazer? Prontamente disse com o meu ar mais sério é sábado à noite vamos ficar por aqui e aproveitar.

Apanhamos o autocarro até Liverpool Street e de novo a pé fomos para Brick Lane que dizem ser uma zona bastante movimentada e com muitas alternativas quer para jantar quer para um copo. Depois de mais uma bela caminhada decidimos onde iamos jantar. Iríamos a um idiano ou semelhante...também não havia grande diferença sinceramente os cheiros eram todos de monhés e indianos, mulçumanos etc etc. Cá fora dizia ser um dos melhores do ano...não tinham mesa! Não há problema nenhum. Levaram-nos a outro que pelas semelhanças físicas deveria certamente ser do primo...não me admirava nada que todos eles daquela rua tivessem alguma relação familiar!

Comemos como uns lordes!

Dali mais um passeio para digerir o jantar, como se ainda não tivessemos andado muito! Tou morta! Os meus pés queixam-se e eu faço como os político: ignoro!

Depois de toda a caminhada e de barriga satisfeita a vontade foi mesmo vir embora. Lá viemos no metro sossegaditos para casa!

Amanhã um novo dia!

Beijos
*

Friday, June 20, 2008

2ºDia

Objectivos: Encontrar a St Martins School e no final da tarde encontrar-me com um amigo para irmos a um churrasco para assistir ao jogo de Portugal.

Para não variar saio na paragem mais longe e dirijo-me na direcção errada...toca a andar para trás outra vez. Mas como tinha tempo aproveitei para ver algumas montras e ver a área.

Zona mais central, mais pessoas, mais lojas, mais confusão.

Lá encontro a faculdade e vejo que há exposições de trabalhos de alunos: cerâmica, joalharia, têxtil, industrial e comunicação. A de joalharia foi sem dúvida a mais interessante, mais ousada.

Trata-se de um edifício antigo, arrisco a dizer do estilo neoclássico...não tenho a certeza mas penso que dá para ficarem com uma ideia.

Encontro um supermercado maior do que o do que fica junto à residência, mas é mais caro sim porque guardo os tickets porque no poupar é que está o ganho. Este supermercado enorme cheio de gente com n de refeições rápidas, sandwiches, saladas, sumos etc etc...vai ser uma alternativa à cantina da faculdade. Têm um sistema muito bom para evacuar tanta gente: imaginem o espaço que ocupa uma caixa do continente, agora repartam-no em 3 partes, e só se ouve :"Next please", e é sempre a facturar. Quando se entra parece uma colmeia! É super interessante observar este frenezim que há por todo o lado da cidade.

Lá faço umas compritas e volto para a residencial para almoçar e descansar as pernas e os pés.

Fim de tarde vou eu à aventura ter com o meu amigo. Armada em esperta apanhei o autocarro para Archway e pensei...ó este deve dar até Moorgate e assim escuso de ir sempre underground...falo com o motorista, ele não deve ter percebido o meu inglês quase quase perfeito de maneira que a resposta dele não me transmitiu muita segurança. Vou para o andar de cima, porque mesmo que ficasse perdida ao menos ia fazendo um tour pela cidade. Eis que pergunto à rapariga que vai no banco ao lado se ela sabia se eu ia na direcção certa. Não, não ia. Prontamente ela disse que ia para o metro e vinha comigo. A Joanna, filha de pai húngaro e mãe polaca, que já esteve 1 ano a viver em Espanha foi espetacular, levou me para a estação e veio até à plataforma certificar-se que eu não me iria perder! Incrível!

Lá chego ao local marcado antes da hora, aproveito para ir dar uma volta...zona com casas espetaculares e algumas com bandeiras portuguesas. Quase toquei à campaínha..quase quase...

Lá me encontro com ele e vamos para a festa. Paddington. Numa casa super agradável estivemos cerca de 20 portugueses, 2 ingleses, 1 alemão e 1 brasileiro com cara oriental! e a Alemanha ganha! o desânimo foi quase total mas lá se começou a grelhar os hamburguers, as salsichas e a bela da febra.

Regresso a casa...foi dificl...mesmo...demorei 1h30...1ª linha de metro avaria...indicam-nos outra...lá me sento...e a senhora começa a falar...atraso por problemas na linha...e o metro desliga os motores...vou lá falar com alguém do metro para me darem uma alternativa...toca a mudar de linha...e finalmente consegui...espero pelo outro metro, chego a Archway e espero pelo autocarro.

Ao final de alguns minutos o que eu queria não vinha até que perguntei noutro se ia para onde queria, o motorista não percebeu mas uma senhora percebeu e indicou-me que sim e onde teria que sair e para ter cuidado.

Cheguei!
Amanhã um novo dia, novos desafios.

Dia da partida

O dia começou bem cedo, depois de duas boas surpresas de despedida.

A lágrima quis aparecer, foi uma luta muito grande e digo-vos que se conta pelos dedos da mão aquelas que eventualmente tenham escorrido pela minha face.

Check-in feito! Não há volta a dar! Tem que ser!

Uma mescla de sentimentos: nervosismo, medo, saudade, ansiedade, nostalgia e as expectativas deixaram-me completamente desnorteda, baralhada e frágil. Coisa que me surprendeu pois pensei que eu seria bem diferente, afinal não.

O avião descola e 2 horas e pouco depois aterra em Stansted. 1º objectivo: descobrir a estação de comboios.

Entro no comboio e ao meu lado senta-se uma senhora portuguesa que ficou contente por eu ser também oriunda do mesmo país. Pouco depois esta mesma senhora faz uma chamada para algum familiar onde diz:" Estou ao lado de uma menina também portuguesa, parece que estou em casa!", é engraçado como nos primeiros minutos numa cidade longe de casa o ouvir a nossa língua nos conforta! Eu imagino daqui a uns tempos...

A viagem começa, são 45min até ao centro de Londres. Há que aproveitar o tempo...a rapariga que ia no lugar à minha frente, que fiquei sem perceber se era italiana ou inglesa ( falou as duas e a meu ver muito bem, como se eu fosse alguma expert em línguas...nunca), resolve maquilhar-se. Eu pensei cá para mim: coitada vai borrar-se toda...nada meus amigos..é dom...até risco no olho fez!!!

Entretanto a viagem foi decorrendo e parando em algumas estações...fui divagando pelas janelas e de vez em quando olhando para os passageiros. Foi então que reparei que eles muito leêm...até em pé eles vão a ler...não há cá enjoos para ninguém.

Chego a Liverpool Street, segunda parte da viagem...comprar o Oystercard e perceber para onde vou.

Juntem a esta viagem a minha mala de 20Kg ( que tem rodas!!!porque se não tivesse...ui ui) e a mochila com quase 10. Ginásios para quê???

Voltando ao metro já de Oystercard na mão e instalada no meu lugar, em pé junto à porta por causa das bagagem...aqui reparo que eles são ecologistas: 1 jornal deve dar à vontade para 20 ou mais pessoas. Lê-se o jornal e pousa-se para o próximo interessado. É espetacular!!!

Começo a ver que preciso de trocar de linha...saio de um para o outro, entre eles corredores enormes e escadas normais...e as rolantes uhmmm...onde é que elas andam???? pois é...agora imaginem com a mala e mochila...devo ter feito uma cara de tal esforço que muita gente me ofereceu ajuda....orgulhosa e desconfiada recusei...tona! Se soubesse o que me esperava...

Lá consigo entrar no último metro e lá vou eu toda lampeira para Highgate. Saio e começo a ver as alternativas até que o segurança me indicou o caminho.

Uma zona simpática a descer, com lojas e algum trânsito...eis que achando eu que estaria a chegar viro na rua que o mapa me indicava e tenho-vos a dizer que os 500 metros ou lá quantos eram que tive que fazer... foi sempre, sempre, sempre a subir...10% de inclinação..quase desisti..pensei largar a mala...depois pensei que seria melhor não...podia me fazer falta alguma coisita que eu lá tivesse.

Chego à Furnival House a pingar e a morrer de sede! Lá me dão a chave do quarto e transmitem-me algumas regras.

A cozinha tem um código para eu entrar!! Utensilios de cozinha a sério é mito para estes lados!!! Os frigoríficos e congeladores estão vazios...provavelmente será um sinal para lá não deixar nada! A ver...

Dou uma volta pelas instalações e vou comprar água a um supermercado aqui perto. Entro e resolvo dar uma vista de olhos pelos produtos...ai pingo doce!!onde estás tu??? leite só em pó neste supermercado, comida para cozinhar eu não vi ou não descortinei. Só pré-cozinhadas, microondas ou umas carnes com molhos já feitos...

Volto à residencial e resolvo perguntar se há internet a resposta foi: no, but you can try to find a ciber cafe near archway. PÂNICO!!!! eu pensei: como é possivel alguém viver sem internet??? socorro como é que vou fazer??? À mitra e à verdadeira tuga liguei o computador na tentativa de sacar o sinal a alguém...tangas...apareceram 2 redes mas claro eu não sou hacker nem técnica de informática...afiei os dentes.

Entretanto resolvo ir fumar um cigarro e reparo que a rapariga da recepção é outra...voltei a perguntar por internet e voilá um código e o meu pânico e desespero passaram imediatamente.

Liguei me ao mundo e comecei a navegar e a comunicar!

*

Monday, June 16, 2008

The Story

" All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through but you do
And I was made for you... "

Brandi Carlile
*

Dreaming

" Must have been dreaming not sleeping
Must have been living not thinking
I let my hair down and let you in
Must have been roses that summer

It's the small details I remember
The way that you laughed
And your hands moved me
You'll keep me warm forever
You gave me space to be

And though you're gone
I know you're dancing
In the next room
It wont be long
Until I'm dancing with you
Cos I never felt this way before

Must have been singing not speaking
Must have been waving not drowning
In the afternoon sunlight
You kept smiling
And I was so happy I found you

You got me spinning around
You got me upside down
You got me"

bassboosa
*

Wednesday, May 14, 2008

Valor

O valor não está nas notas, nem na roupa muito menos nos carros ou nas casas.

O valor está no que nos rodeia, na amizade SINCERA, na CUMPLICIDADE, na LEALDADE, nos SORRISOS, nas LÁGRIMAS, nos ABRAÇOS, nos OLHARES.

Não está de certo confinado a quatro paredes muito menos a um horário ou agenda.

Está na DISPONIBILIDAE, na CONFIANÇA, nas PALAVRAS sábias e amigas.

O valor há muito se perdeu neste mundo cruel carregado de más indoles, de pessoas PEQUENAS e MESQUINHAS, INVEJOSAS e POBRES DE ESPÍRITO.

É nas tempestades que o valor emerge e nos abre os olhos para o que de facto tem VALOR.

É no OUVIR, na OBSERVAÇÃO, na ESPONTANEIDADE que o valor cresce.

É ASSUMIR os erros, ASSUMIR as verdades, ASSUMIR quem SOMOS, o que DIZEMOS, o que PENSAMOS que nos dá valor.

É saber DESCULPAR, PERDOAR e ACEITAR que nos faz diferente dos OUTROS.

É saber OUSAR, é saber ARRISCAR, é ACREDITAR, que nos diferencia de tudo o RESTO.

No fundo é saber PENSAR, é aceitar-mo-nos COMO SOMOS!

Tuesday, April 22, 2008

"O ódio dos fracos não é tão perigoso como a sua amizade."

Luc de Clapiers Vauvenargues

Sunday, April 20, 2008

"O PORTO é só uma pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore."

Eugenio de Andrade

Friday, April 11, 2008

desculpas-me?
Vou escrever até acalmar
Até deixar de pensar
Até adormecer
Até as palpebras pesarem e se tornarem mais fortes que esta vontade que se apoderou dos meus dedos e que neste momento comanda os meus actos.
Quero apenas deixar fluir e quero apenas acalmar
Arrumar os pensamentos
As ideias
As vontades
Os objectivos!

Objectivos?
Que objectivos?
Como é possivel criá-los?

Areias movediças
É nesta paisagem que nos encontramos! em areias movediças!
Irrita-me e ao mesmo tempo dá-me vontade de rir!
Dizem que nunca é tarde...mas há situações em é tarde e até demais!
Quando o reconhecimento é tardio
Quando se fala mais do que se deve
Quando se soltam palavras parvas
Quando se olha p o passado e se diz...se soubesse já teria feito

Mas afinal o que é que eu pretendo????
NÃO SEI

Será que algum dia saberei?
Ou terei mesmo que viver nesta angústia?
NÃO SEI!NÃO SEI!NÃO SEI!NÃO SEI!


*
Tou triste
Tou aborrecida
Tou frustrada
Tou pensativa
Tou perdida
Tou com vontade de ir para bem longe
Ou provavelmente
HOJE
Aprendi que o meu lugar não existe
Tudo é fruto da imaginação, ou melhor das informações que nos preenchem a cabeça, a memória
Sim, porque somos matéria feita de informação, informção esta proveniente de muitos focos, lugares, sons, cheiros, imagens, toques, trocas, distâncias, leis e moral( ou mellhos FALSA MORAL que é disto que se vive)!

ai

*
Hoje escrevo porque preciso
escrevo sem conexão
sem intenção
sem preocupação
Escrevo com o intuito de tirar este peso de cima
Escrevo para afugentar o que me apoquenta
Porque tou chateada comigo
Porque hoje
vi que ainda sou inocente
porque hoje me deparei com a minha falta de tacto
porque hoje reparei que ainda não cresci
porque hoje torci o braço e não fui capaz de precaver
não fui capaz de calar esta boca estúpida que não sabe estar calada
as palavras por vezes saem bem mais depressa que o meu pensamento
Escrevo porque quero ir dormir
Escrevo porque preciso dormir
Porque preciso de sonhar
Porque sou uma parva lamechas estúpida e mimada
Porque hoje o tempo veio para me atulhar de pensamentos
O hoje, o tempo de hoje só me veio fazer pensar no que não quero
No que eu não pretendo aceitar.
Hoje o tempo veio baralhar tudo
Tá tudo muito confuso! tudo muito disperso!
Tou cansada
Cansada de estupidez
De tanta burrice
De tanta injustiça
De tanta arrogância
De tanta podridão!
De tanta falta de compreensão
De tantos pressupostos errados
De tanta e tanta coisa que perderia de vista a minha imensa lista!

Ser humano

Ser humano o bicho de sete ou mais cabeças
Tanta informação
Tantas experiências
Tantos passados
Tantos medos
Tantas e tantas questões que fazem de nós aquilo que hoje somos.
Formatar é algo que não é possível de executar, se por um lado é óptimo porque nos permite lembrar, relembrar, reviver, re-sentir, e nos permite ainda criar defesas, saber superar obstáculos, aprender, por outro, poderia ser um bem essencial para apagar algumas nuvens que aparecem, que se criam ou que simplesmente criamos!

Tempo é...

O tempo é
como uma moeda
como um papel
como um íman
como tudo o que tem frente e verso!

*

Tuesday, April 08, 2008

Crazy For You

"Found myself today
Singing out your name
You said I'm crazy
If I am
I'm crazy for you

Sometimes
Sitting in the dark
Wishing you were here
Turns me crazy
But it's you
Who makes me
Lose my head

And every time
I'm meant to be
Acting sensible
You drift into my head
And turn me
Into a crumbling fool

Tell me to run
And I'll race
If you want me
To stop I'll freeze
And if you are me
Gonna leave
Just hold me
Closer, baby
And make me
Crazy for you
Crazy for you

Lately with this state
I'm in I can't help
Myself but spin
I wish you'd come over
Send me spinning
Closer to you

My oh, my
How my blood boils
It's sweet taste for you
Strips me down bare
And gets me
Into my favourite mood

I keep on trying
Fighting
These feelings away
But the more I do
The crazier I turn into

Pacing floors
And opening doors
Hoping
You'll walk through
And save me boy
Because I'm too
Crazy for you
Crazy for you"

by Adele

Monday, April 07, 2008

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa
do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.


Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

Tuesday, March 04, 2008

Devagar vais te chegando como quem quer apenas dizer um segredo...falas-me de ti e mostras-me o teu mundo.. aproximo-me ...começo a sentir o teu calor...a vontade de te agarrar e não largar mais começa a apoderar-se...dou por mim completamente desnorteada, sem saber como controlar esta situação...aí, tu puxas-me, juntas o teu corpo ao meu...fecho os olhos e deixo-me levar por ti.

Os teus lábios aproximam-se dos meus e eu não consigo evitar em tocá-los...tu foges...puxo-te para bem junto de mim e agarro-te com toda a minha força e peço para que não fujas! Os teus braços começam a enrolar-se na minha cintura, à medida que eles se aproximam sinto o teu calor. Seguras-me e sinto a tua força. Conduzes-me nesta viagem intensa redescobrindo pormenores que em tempos julguei perdidos...mostras-me a paisagem que pensei ter desaparecido...levas-me para bem junto de ti!

Abro os olhos e nosso reflexo é apenas um!

*

Tempo

Quero que o tempo passe depressa, que chegue bem rápido o dia da próxima estação!
Quero embarcar todos os dias naquele que me dá paz, que me mostra a luz do dia.
Quero olhar pela janela e ver o teu reflexo.
Quero abrir os olhos e saber-te bem junto.

Quando chega nem sei o que dizer, o que fazer, receio que a voz não saia, que as mãos estejam suadas, não quero que te apercebas que o medo me assola.


Medo de não corresponder, medo de falhar, medo que deixes de querer chegar, medo de cair!

Medo que uma vez mais o chão me fuja e me deixe no meu casulo, recuando ao escuro que desejo não ver!

Medo de perder uma vez mais!

Deslumbrada

Assim..de repente..sem contar.
Foste entrando sem pedir licença! Sem saber como mostrei-te o meu mundo. Dei por mim indefesa, vulnerável ao teu comando, à tua voz, ao teu toque, ao teu cheiro.
Hipnotizada, deslumbrada!

Deslumbrada! Sim!

Com vontade de viver!
Com vontade de correr!
Com vontade de sorrir!
Com vontade de partilhar!

Deslumbrada com o teu olhar!
Deslumbrada com a tua serenidade!
Deslumbrada com a tua perspicácia!
Deslumbrada contigo, com o que me ofereces, com o que me proporcionas, com o quadro que juntos pintamos, com o mundo que partilhamos!

*

Thursday, January 31, 2008

De Volta Pro Aconchego

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim"

Elba Ramalho

Friday, January 11, 2008

Elogio da Loucura

"A morte do escritor Luiz Pacheco não é apenas uma perda para a cultura. Numa altura em que o Governo investe a sério, e com ASAE pela trela, numa fornada de cidadãos enérgicos e atléticos, livres de fumo e bactérias, ainda mais se sentirá a falta da sã loucura dos indomáveis.

Luiz Pacheco fazia parte daquele grupo de criadores – João César Monteiro e Cesariny eram outros - que um Estado decente subsidiaria. A fundo perdido. Para seu próprio bem. A paisagem agradecia e o País melhorava.

Bastava pedir-lhes que fossem como sempre nos habituaram: irreverentes, refractários, subversivos, de manguito carregado e palavras sem dono. Seríamos todos mais felizes e a geração vindoura agradecia. E ainda íamos a tempo de mostrar que, felizmente, ainda há quem tenha um parafuso a menos e um cigarro a mais.

Temo bem que, com andar da carruagem, figuras semelhantes a Luiz Pacheco, César Monteiro e Cesariny tenham cada vez menos lugar numa sociedade estilizada, de ideias poucas, comportamentos light e filosofia Paulo Coelho. Quando muito, o Ministério da Cultura talvez estivesse disponível para criar, para alguns intratáveis, uma reserva «índia», coisa para turista ver. «Não é permitido dar de comer ao Cesariny». «Cuidado, não coloque as mãos na jaula do Luiz Pacheco». Coisas assim. E a vidinha seguia, livre de corantes e conservantes. E outros animais falantes.

Quando um Governo ataca a fumarada com golpes baixos e faz da política um misto de jogging e salto à vara, não se pode esperar dias melhores. Um País com dois milhões de pobres que decide baixar o IVA dos ginásios não regula (o que, de certo modo, já o eleva à condição de um César Monteiro, vá). Os ginásios, esses, continuarão a esfregar as mãos com os propósitos saudáveis do Governo: vão engordar à custa de taxar as nossas gorduras por outras vias, à razão de 10 euros por cada fatia de paio ingerida.

Não adianta sequer resistir às modas e tendências. Portugal tem um não sei quê genético para polícia de costumes e bufaria engravatada. Está-lhe mesmo nos genes e qualquer Salazar dos novos sabe isso.

Não tardará a que uns candidatos a Cesarinys, Monteiros ou Pachecos sejam internados ou fiscalizados antes de rabiscar numa folha branca um desarranjo intelectual. Onde já se viu, dizer e escrever o que lhes vai na telha, os improdutivos?! O País não está para loucuras, senhores. E todos somos necessários nesta grande tarefa de higienizar a cidadania e desinfectar o cenário de parasitas. O Portugal de Sócrates não quer bicho na maçã nem grão na engrenagem. Com um País assim, que pena César Monteiro não estar vivo: pedia-se mais um filme negro com actores em «off». Branca de Neve já temos."

Miguel Carvalho in Visão

Monday, January 07, 2008

Bem-vindo ao ano de 2008

"Bem-vindo ao ano de 2008 e a um país onde o terror passou a ser lei e o Estado democrático e republicano foi substituído por um Estado policial onde a totalidade dos cidadãos assume a condição de vigilantes da lei e da virtude e a totalidade das forças policiais estão mobilizadas para acorrer a todo o lado e reprimir na hora os prevaricadores dos bons costumes. Havia a Arábia Saudita, o Irão e os Estados Unidos. Agora há mais um país oficialmente fundamentalista: Portugal.

Com a entrada em vigor da famigerada Lei 37/07 - a lei antitabagismo -, passa a vigorar entre nós uma lei do terror e o país reencontra-se com a sua velha vocação de proibicionismo, delação e repressão dos direitos individuais. Tudo para perseguir um vício que, note-se, é, todavia, legal e fomentado pelo próprio Estado. O Estado financia, com dinheiros europeus, o cultivo de tabaco; o Estado produz e comercializa cigarros, em regime de quase monopólio, através da empresa pública Tabaqueira; o Estado taxa, de seguida, a venda de cigarros (que ele próprio promove), constituindo essa uma das suas principais fontes de receita. E, no fim do processo, o mesmo Estado, movido pela nobre intenção de defender a saúde pública, decreta que quem fuma deve ser perseguido, denunciado e multado em todo o lado. Qualquer "dealer" de drogas duras tem mais credibilidade moral do que o Estado português. Nem os "dealers" de heroína perseguem os clientes nem o Governo da Arábia Saudita promove a venda de álcool aos fiéis a quem proíbe beber.

Tardámos, mas, nestas coisas do politicamente correcto, quando avançamos é a matar. Sobretudo se tudo o que se exige aos governos é que proíbam e multem. Nenhum país do mundo (excepção feita aos Estados Unidos, em alguns Estados) foi tão longe em matéria de perseguição aos fumadores - mas também se compreende, visto que eles são os maiores produtores mundiais de tabaco e, se o proibissem, levariam à ruína e ao desemprego milhões de agricultores e trabalhadores das tabaqueiras. Neste campo, quanto maior é a culpa maior é a hipocrisia.

Ao abrigo da Lei 37/07, nenhum trabalhador, mesmo que a sós no seu gabinete de trabalho e sem contacto com outros, vai poder fumar; o engenheiro José Sócrates vai ter de ir fumar para os jardins de São Bento, porque lá dentro está num edifício de um órgão de soberania; um velhinho, internado para morrer num lar e cujo derradeiro prazer seja o cigarro, não o vai poder fumar porque chamam a polícia; um preso pode pedir uma seringa nova numa prisão para injectar droga, mas não vai poder fumar, excepto no recreio ao ar livre; em locais como a Feira da Golegã, a Fatacil, a Ovibeja ou a Feira da Ladra, mesmo ao ar livre, não se vai poder fumar, porque são recintos de feira; nas praças de touros não se vai poder fumar, porque são recintos de espectáculos; o faroleiro do Bugio ou o guarda-linha da CP, mesmo na solidão absoluta das suas moradas, não vão poder fumar, porque estão em instalações do Estado; pela mesma razão, nem sequer o embaixador vai poder fumar, nas várias embaixadas de Portugal espalhadas pelo Mundo; não se vai poder fumar nos quartéis, nos navios da Armada, nas estações e gares de comboios e barcos, nos aeroportos, em todos os ministérios e repartições públicas, nos hospitais e centros de saúde, nas Pousadas de Portugal e em todos os hotéis que o decidam, em todos os espectáculos, excepto nas zonas ao ar livre dos estádios de futebol (à excepção do camarote presidencial do Benfica e do FC Porto). Mas, resumindo: como não se pode fumar em nenhum local de trabalho nem de atendimento ao público, as quarenta e tal proibições da Lei 37/07 tornam-se inúteis e, com um legislador menos incapaz, ter-se-iam reduzido a uma simples formulação: é proibido fumar em todo o lado, excepto ao ar livre e dentro do transporte individual ou da casa de cada um. Ressalvando, todavia, que, mesmo ao ar livre, há casos de proibição na lei e que, mesmo em casa de cada um, nada exclui que, tal como previsto na lei, "por determinação da gerência" do condomínio, se possa proibir o fumo em todo o prédio.

Só alguém com sérios problemas mentais poderia ter feito esta lei. E só uma Assembleia de deputados incompetentes e sem coragem nem vontade própria a poderia ter aprovado. É uma lei à medida de um país de polícias e de eunucos. Chamada a resolver uma situação em que se tratava de proteger os não-fumadores do fumo passivo, obrigando à criação de áreas específicas para fumadores, o legislador não esteve com meias medidas e quis lá saber se os fumadores tinham ou não alguns direitos também. A regra foi proibir quase sempre e em todo o lado e, quando misericordiosamente entreabriu algumas portas (como no caso dos bares e restaurantes), determinou tamanhas exigências técnicas que a tradicional lei do menor esforço e a falta de profissionalismo em vigor no sector se encarregaram de chegar à solução mais fácil: que vão fumar para a rua e é enquanto podem.

Já andam para aí alguns zelotas preocupados em que a lei possa não ser cumprida em todo o seu rigor. E alguns descendentes mentais dos antigos 'bufos' da PIDE já se encarregaram de telefonar à polícia a denunciar fumadores. E a polícia lá acorreu, pressurosa, para reprimir à nascença a difusão deste odioso crime - que é o único não previsto no Código Penal e fomentado pelo Estado.

E lá, do seu pedestal onde figura como Torquemada ou Elliot Ness da Reboleira, de crachá pendente do cinto das calças e ar ameaçador (vide revista 'Tabu' do último sábado), já afia o dente António Nunes, o presidente dessa nova polícia chamada ASAE, cujos agentes se apresentam de camuflado negro e em estilo de brigada antiterrorista para inspeccionar restaurantes e cafés do país e agora mobilizada para o combate a este novo crime.

A lei, aliás, parece feita de encomenda para o senhor da ASAE. O homem que promete acabar de vez com as bolas de Berlim nas praias, os pastéis de bacalhau nas tascas e os doces de fabrico caseiro nos cafés, que jura guerra às colheres de pau nas cozinhas e que promove um mundo totalmente plastificado - colheres, copos, luvas, embalagens para tudo - e que suspira filosoficamente que a "dura lex, sed lex" o vai obrigar a fechar metade dos restaurantes do país, não podia ser mais adequado a esta nobre tarefa de perseguir os fumadores em todas as feiras, chafaricas e recantos do país profundo. (Na Irlanda - esse país que ainda há poucos anos perseguia os 'infiéis' não-católicos como emissários do demónio -, a perseguição aos fumadores desencadeada pela ASAE local levou já ao fecho de 11 mil "pubs" de província, de acordo com o lema "acabamos com os fumadores nem que tenhamos de acabar com a vida no interior!") Um bom exemplo para Portugal.

Sosseguem, pois, os "ayatollahs" de serviço por aqui: temos a ASAE e o seu exército de camisas negras com as narinas devidamente treinadas para cheirar qualquer resquício de fumo a léguas de distância. E temos os eternos 'bufos' disponíveis para denunciar nem que seja o velhote que há anos se senta na mesma mesa da tasca do bairro para jogar dominó com os amigos e acender um cigarro para queimar o frio e a tristeza. A tristeza por viver num país onde se respeita tão pouco a liberdade dos outros."

Miguel Sousa Tavares in Expresso

Tuesday, January 01, 2008

baixinho

Shuuuuu...não fales. Está a chover! Vamos ficar assim aqui, quietinhos.
vamos apreciar este momento, vamos gozá-lo, com calma, muita calma. Como se estivessemos parados no tempo. No nosso tempo.
O teu silêncio acalma-me, o teu sorriso dá-me vontade de viver, o teu toque faz-me sentir mulher, as tuas palavras despertam o que há muito estava esquecido.

Shuuu...

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Monday, December 31, 2007

Não acredito que a Vida seja isto!

A vida é muito mais que umas calças, que um carro que tudo o que o tuga forçosamente quer acreditar. Acredito que a vida é muito mais que um curso, uma casa, uma família.
A vida tem que ser muito mais do que isto.
O amor e amizade tem que ser muito mais do que se tem vivido. Não posso acreditar que cá estamos para isto. Tem que existir muito mais, mais adrenalina, mais friozinho no estõmago, mais nós secos na garganta, mais vontade de viver, de lutar, de procurar.
A vida tem que ser muito mais que uma condição social. Tem que ser mais Vida, mais forte, mais excitante, tem que ser, preciso que seja.

Tenho me questionado sobre o porquê de vivermos, não pode ser para isto, não acredito que todos os avanços cientificios, tecnológicos, intelectuais e outros vieram para criar esta sociedade PODRE, carregada de viroses indeterminadas, de futilidade.

Alguém é capaz de explicar ao comum dos mortais que o caixão só tem um piso e não é muito espaçoso!

Não acredito que a Vida seja isto!

Portugal está a ficar sufucante, a minha condição está a sufucar-me, o ridiculo dos noticiários, os que se intitulam a torto e a direito que são doutores e engenheiros, como se isso fizesse diferença, acerdito que um mestre de obras fosse bem mais capaz do que muitos que usam gravata e que nem contas são capazes de fazer.

O país está a ser governado por meninos, por incompetentes e lambe botas que nem coragem têm de enfrentar o minímo obstáculo.

Não sei onde vamos parar com tanta ganância. Sugeria a todos esses doutores que experiemntassem por um periodo de 1 anito, vá, uma situação ao comum Português, por exemplo:

2 ordenados mínimos ( na apresentação do certificado de habilitações, e autenticado)
1 ordenado mínimo no caso de não provada a licenciatura.

candidatura ao estágio profissional ou semelhante mais a candidatura á porta 65.

Acrescenta-se a isto um crédito para pagar a máquina de lavar a loiça, o tlm e ainda o empréstimo para o carro.

Em cima deste bolo colocamos uma relação de união de facto, em que o conjugue está grávida.

A morada pode ser Anadia por exmeplo.

Aí presumo que 10% desses doutores e engenheiros mudassem não só a perspectiva como tentassem melhorar.

A politica em Portugal está cada vez pior, e digo-vos que não sou propriamente a pessoa mais atenta e sábia da matéria, mas os telejornais começam a mexer no meu sistema nervoso. com tanta falta de visão que os nossos gorvernadores possuem.

Porque não apostar no que vai para além do litoral português? porque não apostar numa matéria prima de valor acrescentado que justifique a exportação do mesmo? pq é que não somos capazes hoje em dia sermos pioneiros? porque é que vivemos numa sociedade que não dá o devido valor? porque é que a ideia que é criada é que os lambe botas, e incompetentes é que acabam por subir? porque é que estamos neste caminho? porque é que os "chefes" não sabem o que é a motivação? o positivismo?

Como é possivel termos chegado a este ponto? Se fomos já capazes de desbravar tanto caminho incógnito? Onde é que está essa garra? onde é que está a curiosidae? a aposta no desconhecido?

Nós somos um País como muito valor...mas aos poucos este valor vai-se perdendo. Um dia destes será Portugal S.A.

A vida não pode ser isto! Portugal não poder ser isto

Tuesday, November 06, 2007

O tempo

Estou revoltada! E hoje vai ser um DESABAFO, sem preciosismos, de gramática, ligação de pensamentos e ate mesmo pontuação!

A nuvem voltou!E com ela a minha vontade de escrever!

Aprendi a lidar, a jogar, a calcular!

Aprendi que por algum motivo dizem que a PROSTITUIÇÃO é uma das profissões mais antigas; o tempo tem-no provado que, não só é verdade como assume cada vez mais formas de o praticarem.

"Caco Antibes" dizia sem medo de esgotar a seguinte frase:"Detesto Pobres!", sempre adorei! A inteligência está na subtileza da junção destas duas palavras, que tão bem se comportam.

Detesto pobres, os de espírito e os que se resignam e acomodam ao pouco que têm com medo de viver!!! E ainda se acham gente!

Aprendi que o mundo é muito mais que uma rosa brava! Aprendi que que estou rodeada de muitas pessoas pequenas que pela inercia, futilidade, falta de muitos príncipios básicos, de mexericos, de merdinhas, e que não sou capaz de lidar com estas pessoas, não há força que aguente, não há sorriso,não há nada.

Aprendi que o valor está naqueles que por pequenos gestos, palavras e olhares nos demonstram o valor que eles têm e que retribuem.

O tempo fez-me crescer e eu não queria.

O tempo fez-me ver pinturas que eu não queria.

O tempo não me perdoou e obrigou-me a tornar-me adulta.

O tempo provou que a pequenês se encontra nos gestos, nas palavras, nos olhares, nos OBJECTOS( já alguem explicou que o Shaka Zulu já morreu há muito, e que já não se usa ser-se enterrado com bens materiais!!!!)


::

LOST

I can’t believe it’s over
I watched the whole thing fall
And I never saw the right man was on the wall
If I only knew
Days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognized the girl you are today
And god I hope it’s not too late
It’s not too late
‘Cause you are not alone
I’m always there with you
And we’ll get lost together
Till the light comes pouring through
‘Cause when you feel like you’re done
And the darkness has won
Babe, you’re not lost
When your worlds crashing down
And you can’t bear to fall
I said, babe, you’re not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you’ve gone crazy
But you’re not
Things have seem to changed
There’s one thing that’s still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

‘Cause you are not alone
And I am there with you
And we’ll get lost together
Till the light comes pouring through
‘Cause when you feel like you’re done
And the darkness has won
Babe, you’re not lost
When the worlds crashing down
And you can not bear to crawl
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost

Michael Bubble

Wednesday, December 06, 2006

Eu sei la

Torna-se dificil...é o que dizem.

A saudade é que torna...o fado e toda esta triste caracteristica do povo português...que nos deixa sempre num nevoeiro meio nostalgico meio alegre.

O cerne está que, associado a esta caracteristica advém outras tantas que começam a complicar...como por exmplo o termo comparação!!! É uma chatice...nem tudo tende a melhorar face à experiencia similar passada..e ai entra a " tristeza" a "frustração" que ao fim de um tempo transformam-se num estado de espírito grave - a dita Depressão

E, entrando por ai é um novelo de lã: ai se fosse como eu ja vi, como eu ja vivi, como ja experimente, ect.

As saudades! É muito bonito dizer-se que somos a unica língua que contém este estado de espirito!

O grave é, de facto, a comparação: que vem demonstrar o que poderiamos ter feito, ter dito, o quanto poderiamos ter arriscado e mandado tudo para o alto!!!!!

Na verdade é que a minha vida entrou num ciclo vicioso que ate enjoa! uma seca, uma maré vaza!!! Uma chatice...e apetecia-me rebentar..."enlouquecer"...eu sei la bem.

tendo consciencia deste borbulhar e sabendo que sou incapaz de acalmar e muito menos de responder é mais dificl...dahhh que seca que chatice, que confusao, que lamechas, que cena podre!

Outro dia disseram qualquer coisa como: "suja-te"....e entre outras coisas, consequencia: introspecação, consequência: tristeza, vazio, frio, escuro!


*

Saturday, December 02, 2006

That's What Friends Are For

And I
Never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned I'm glad I got the chance to say
That I do believe I love you

And if I should ever go away
Well then close your eyes and try to feel the way we do today
And than if you can't remember.....


Chorus
Keep smilin'
Keep shinin'

Knowin' you can always count on me
for sure
that's what friends are for

In good times
And bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for


Well you came and open me
And now there's so much more I see
And so by the way I thank you....


Ohhh and then
For the times when we're apart
Well just close your eyes and know
These words are comming from my heart
And then if you can't remember....Ohhhhh

Thursday, October 19, 2006

"You'll Never Find Another Love"

You'll never find, as long as you live
Someone who loves you tender like I do
You'll never find, no matter where you search
Someone who cares about you the way I do

Whoa, I'm not braggin' on myself, baby
But I'm the one who loves you
And there's no one else! No one else!

You'll never find, it'll take the end of all time
Someone to understand you like I do
You'll never find the rhythm, the rhyme
All the magic we shared, just us two

Whoa, I'm not tryin' to make you stay, baby
But I know some how, some day, some way
You are (you're gonna miss my lovin')
You're gonna miss my lovin' (you're gonna miss my lovin')
You're gonna miss my lovin' (you're gonna miss my lovin')
You're gonna miss, you're gonna miss my lo-o-ove

Late in the midnight hour, baby (you're gonna miss my lovin')
When it's cold outside (you're gonna miss my lovin')
You're gonna miss, you're gonna miss my lo-o-ove

You'll never find another love like mine
Someone who needs you like I do
You'll never see what you've found in me
You'll keep searching and searching your whole life through

Whoa, I don't wish you no bad luck, baby
But there's no ifs and buts or maybes

(You're gonna) You're gonna miss (miss my lovin')
You're gonna miss my lovin' (you're gonna miss my lovin')
I know you're gonna my lovin' (you're gonna miss my lovin')
You're gonna miss, you're gonna miss my lo-o-ove

Whoa, oh, oh, oh, oh (you're gonna miss my lovin')
Late in the midnight hour, baby (you're gonna miss my lovin')
When it gets real cold outside (you're gonna miss my lovin')
I know, I know that you are gonna miss my lo-o-ove

Let me tell you that you're gonna miss my lovin'
Yes you will, baby (you're gonna miss my lovin')
When I'm long gone

I know, I know, I know that you are gonna miss

"Home"

Another summer day
Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home
Mmmmmmmm

Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Babe I miss you, you know

And I’ve been keeping all the letters that I wrote to you
Each one a line or two
“I’m fine baby, how are you?”
Well I would send them but I know that it’s just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that

Another aeroplane
Another sunny place
I’m lucky I know
But I wanna go home
Mmmm, I’ve got to go home

Let me go home
'Cause I’m just too far from where you are
I wanna come home

And I feel just like I’m living someone else’s life
It’s like I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
That this is not your dream
But you always believed in me

Another winter day has come
And gone away
In even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home

And I’m surrounded by
A million people I
Still feel all alone
Oh, let me go home
Oh, I miss you, you know

Let me go home
I’ve had my run
Baby, I’m done
I gotta go home
Let me go home
It will all be all right
I’ll be home tonight
I’m coming back home

Friday, October 06, 2006

Expectativas quem as inventou e para quê? Para que os psicologos tenham que fazer? para que freud e os outros todos tenham teorias...que o sexo infantil a libido e o raio que os parta.
Facilmente se sobe e facilmente se desce...e quando descemos é como o pano que desce no final de uma actuação...com tanta força que ficamos atordoados. Parvos sem perceber se ja acabou ou não. Sem hipotese de agir...
O ponto final é dado. E agora? Agora continuamos? Para onde? Porque? Para que? para uma casa, filhos, e um marido sentado no sofa a beber cerveja e a controlar o comando da tv? Que vida estúpida.
Entra as 9 sai as 6...daqui a nada andamos todos de sapatinhos chico...que a casa te acompanhará....rrrrrrrrr

Sunday, September 17, 2006






Berlim 2006

Um Mundo diferente, uma cidade estonteante, uma vida, uma mentalidade.

Com estes pequenos exemplos vemos que Portugal e a população portuguesa de facto é muito mediocre e muito fechada. Se pensarmos na historia de Berlim, e basta pensar na II Gerra Mundial e no Muro de Berlim, vemos como as coisas são possiveis e que de nada vale choramingar e ser pedinte.

Por tudo que este Povo passou é de Levantar e Admirar o que eles conseguiram.

Não escondem o que passaram, não se arrastam pelas ruas " ai coitadinhos que nós somos e o quanto sofremos". Simplesmente lutaram pelo que sempre quiseram e ergueram de novo Berlim. Esta cidade que surge de uma mescla de turbulencias e de entreajuda e ainda de influencias de todo o mundo onde passeamos livremente, sem preconceitos, sem medos e de cabeça erguida.

A descrepancia entre as diversas partes desta cidade são perceptiveis a cada passo dado, a cultura que se respira, o underground que se adivinha por entre individuos e paredes grafitadas, as experiencias únicas que esta cidade nos dá... Fechar os olhos e adivinhar o sabor, os resquícios e as marcas da guerra, os interminaveis memorias às vitimas da guerra, da perseguição, da tortura, da morte.

Berlim, a cidade pantano...

Kit Codigo da Estrada

Dou por mim a pensar nas relações interpessoais e chego à conclusão que seria interessante se as pessoas tivessem um kit " código da estrada". Porque falar falamos todos, ou melhor comunicamos. O problema está na compreensão, na recepção da mensagem.

Quantas vezes dou por mim a tentar ser ouvida e não o sinto. A vontade é pegar num STOP e mostrar ao receptor. Outras são as vezes em que o sinal de obrigatoriedade de sentido deveria ser erguido. Quando vês que um amigo/a continua a ir pelo mesmo caminho que não lhe traz alegrias deveriamos erguer este sinal.

Outras em que te abordam e a vontade é proibir quer a paragem quer o estacionamento. Seria bem melhor e evitavam-se conflitos. Talvez...vou acreditar que sim!

Aliás se tivessemos uma luzinha poderíamos demonstrar o nosso estado de espírito. Se estiver vermelho não falamos com a pessoa com luz vermelha evitando discussões, ou aproveitavamos a luz verde para dizer o que quisessemos a essa pessoa mesmo que não seja agradável, estando verde estará com uma outra disposição e provavelmente entenderia o que quereríamos dizer sem amuar ou levar a peito.

Este Kit seria um objecto imprescindivel sempre que saíssemos!

*

Monday, June 12, 2006

The Constant Gardener

Filme fantastico que dá que pensar...

De facto há coisas que nos fazem sentri minusculos, futeis, superficiais...egoístas...tanto que poderiamos fazer e que não fazemos porque estamos mais preocupados com o nosso umbigo....

Wednesday, June 07, 2006

Um dia vou ser feliz...um dia vou gostar de ervilhas, marisco, cenoura cozida, peixe, bacalhau, carne estufada, pés, determinadas texturas, roupa fashion, mesas assim assim, atendimentos assim assim, balneareos públicos, marcas nos copos, carros meios sujos meios limpos, de ...e por aí a fora.

Monday, May 29, 2006

Estou a ficar saturada deste balançar...sem saber onde vou parar...
Quero ganhar coragem e arriscar tudo...sair daqui ir além fronteiras e encontrar um sitio onde me reconheçam...me dem valor pelo que sou...estou triste!

Por mais que lute não consigo sair deste buraquinho onde me refugiei...quero voltar a ter força para cometer loucuras e para voltar a amar incondicionalmente! tá dificil...muito dificil...
Um copo, dois copos
Uma frase, um sorriso, um toque, uma estupidez!

Uma vontade esquecer...vontade de apagar a vergonha...vontades que emergem...que me superam...que me revelam...que me fragilizam...que me ridicularizam...que me destronam!

Vou fugir!

*
Olhei-o nos olhos e gentilmente pedi para que se viesse sentar perto de mim...

*

Friday, May 26, 2006

the blower's daughter

and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you
my mind
'til I find somebody new

Damien Rice

Monday, May 22, 2006

Temos Mulher: Temos Equipa

"Temos mulheres. Temos selecção. Temos bandeira. Temos encontrões. Temos sede. Temos calor. Temos desorganização. Temos brindes. Temos estaladas. Temos puxões de cabelo. Temos apalpadelas. Temos o Nuno Graciano. Temos o Figo. Temos mais encontrões. Temos sol. Temos escaldões. Temos sede. Temos fúria. Temos raiva. Temos força para levar tudo á frente.

Amigos, eu e mais seis belas gajas, estamos na parte vermelha da bandeira portuguesa que ontem foi feita pelas gajas boas deste país. Nós e mais 18 mil mulheres (mais dez mil devem ter ficado nas bancadas), demos o corpo (é que foi mesmo assim) para que se pudesse construir uma bandeira linda, cheia de mamas, de madeixas loiras e de celulite.

Esteve lá o Scolari, o Figo, o Cristiano e muitos outros. Mas o estádio só ameaçou cair quando a Floribella entrou em campo. Um, dois, três pppppaaarrraaaa cima. Um, dois, três ppppaaaarrrraaaa baixo....cantava o gajedo.

E dei por mim a tirar uma foto á rapariga para trazer para as minhas filhas. O que uma mãe faz.
Mas vamos á bandeira.
Saímos de casa ás 5 e meia da manhã. Ás oito e meia estavamos no Jamor. Nós e para aí mais mil mulheres.Rapidamente descubro que são quase todas do norte. Não há como o mulherio do norte para estas coisas.

Sem casas de banho abertas, sem cafés, o tempo foi de dormir mesmo ali á porta do estádio nacional. As portas só se abriram já muito perto do meio dia e, enquanto isso, tivemos que gramar com um pastor que tinha por função ir dizendo umas asneirolas ao microfone. Coisas do género: "Vocês são giras". "Tão aqui mulheres de todo o lado até da Régua que fica ali ao lado de Pombal". And so one.

Bancadas cheias. O sol no seu melhor. Começam os concertos e começam a entrar tipas para o relvado. "Escuteiras e ginastas", diz o pastor. Devidamente treinadas "para fazer a roda". Avante.

Três da tarde e o povo à seca. Bem, vim eu de tão longe para ficar na bancada a esturricar? Ai o caraças...
Entretanto continuam a entrar no estádio mulheres e alguns homens que não devem ter percebido que estavam a mais.
Quatro horas e a besta do azeiteiro continua a dizer ao microfone para ninguém sair das bancadas porque no relvado só estavam escuteiras. Bem, nem os responsáveis pelo Corpo Nacional de Escutas devem saber que têm tantas filiadas...

Foi o meu limite. Disse as belas mulheres que me acompanhavam que ou era naquela altura ou nunca. Descemos da bancada. Desatamos aos encontrões. Fura daqui, fura dali. Empurra de um lado, empurra do outro. Ameaças aos seguranças. Palavrões atrás de palavrões (juro que ouvi uma mulher chamar "corna" a outra....) mas lá conseguimos entrar no relvado com uma capita vermelha.

Duas horas depois a bandeira estava feita. E entremos para o livro dos recordes. Com direito a diploma e tudo. Foi bonito, pá.

Sei lá, foi cantar, dançar, bater palmas. Azeitamos ao máximo. Levamos farnel, com bolinhos de bacalhau, rissóis, presunto, broa de milho, pataniscas e vinho branco e tinto. Só faltou o arroz de tomate.

Fizemos um piquenique no relvado que vai fazer história. E, enquanto que as outras, comiam sandes, bolachinhas e se babam pelas nossas iguarias, nós enchiamos o bandulho como deve ser.

Foi lindo. No final da bandeira (com a Dulce Pontes a desafinar o hino nacional como nunca se viu), nova confusão. Mas como quem vai á guerra dá e leva, vai ser o massagista a dizer-me o que tenho no pulso esquerdo.

Contudo, alguém, em algum local deste país, também se deve estar a queixar do corpo porque o meu bolso não andou propriamente a dar socos no ar...

Mas fizemos a bandeira. Biba a selecção. Biba o Figo. Biba a Floribella. Biba as mulheres..."

in http://aminhafamiliaeosoutrosanimais.blog.com

Tuesday, April 04, 2006

O medo!

Move-se cada vez que te aproximas, cada vez que me falas ao ouvido , cada vez que me olhas com o teu ar timido.
Apodera-se de mim e transforma-me novamente na criança indefesa que só´pensa em brincar lá fora.

A minha incerteza, o desamor que sinto por mim e que luto para que desapareça e se transforme de novo em amor prórpio luta para que me vejas, para que me olhes, para que me toques.

O medo afasta-te de mim e altera o meu "eu". O meu sorriso aparece como que para disfarçar a frieza...o nervosismo...aquele "mau" estar quando sei que te vou ver...quando sei que te vou ter por perto...

Refugio-me para te poder observar e acreditar que domino a situação..mas não...tudo o que fiz destronou-me...desmascarou-me...ainda assim não me vês... não queres ver!

O calor que sinto quando passas bem junto a mim...a vontade que tenho de poder anular o contexto e ter-te só para mim... as loucuras que gostaria de cometer e que não sou capaz.

O floriado que recrio na minha mente não encaixa com a percepção do todo...e mais uma vez vivo a minha fantasia..mas desta vez estou muito mais triste...sinto que de novo deixo passar...

De novo não vivi..de novo o medo mantém-me enclausurada...

...medo de amar...

Monday, April 03, 2006

ELOGIO AO AMOR

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima
merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado.

Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá, tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banalidades, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a
nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito
difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das
mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso in "Expresso"

Tuesday, March 14, 2006

"... E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Hoje amanhã e depois

E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Aqui tão perto de ti"

Múcio Sá
"...o tempo é um carro novo sem marcha-atrás"

Miguel A. Majer

Quase Perfeito

"Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia


Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confeso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
PErdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime quase perfeito"

Miguel A. Majer

Tuesday, February 07, 2006

...passei a mao no teu cabelo bem junto a nuca.
Com o indicador passo pela tua coluna como um cubo de gelo que vai descendo e desenhando as tuas formas.

Continuo a descer e o gelo continua na ponta do dedo...arrepiaste.. continuo a desenhar e a sentir as tuas emoções...passo agora para tua bacia subo, contorno o teu umbigo e subo. junto aos teus seios o gelo quase derreteu todo, continuo a subir o teu pescoço, o teu maxilar e num instante agarras-me com força, mas gentilmente, sussuro ao teu ouvido e o calor começa a sentir-se e a espalhar-se...

****

Monday, January 30, 2006

"Don't try to work so hard
Don't cry cause you're so right
Don't dry with fakes or fears
Cause you will only hate yourself in the end!"

alguem me disse e eu pergunto pq o disseste?

Gostava de poder acreditar...

*

Saturday, January 14, 2006

"Nao precisa ser Homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coraýýo.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de passaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das cancoes da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguým, ou entýo sentir falta de nao ter esse amor.
Deve amar o proximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Nao e preciso que seja de primeira mao, nem e imprescindivel que seja de segunda mao.
Pode ja ter sido enganado, pois todos os amigos sao enganados.
Nao e preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas nao deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perde-lo e, no caso de assim nao ser, deve sentir o grande vacuo que isso deixa.
Tem que ter ressonýncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitarios.
Deve gostar de criancas e lastimar as que nao puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordacoes de infancia.
Precisa-se de um amigo para nýo se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizacoes, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de pocas de agua e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, nao porque a vida ý bela, mas porque jý se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para nao se viver debrucado no passado em busca de memýrias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciencia de que ainda se vive. "

Vinicius de Moraes

Tuesday, January 10, 2006

Para bem longe

O maior erro que faço é transportar-me para bem longe com um simples sorriso...com um olhar desviado...é através destes pequenos e inocentes gestos que acordo, que me tocam, que me deixam neste estado nostálgico e angustiante! Sim, porque nunca sei onde a fantasia começa e a realidade acaba...procuro resposta com os outros mas esses são incapazes de me trazer de volta...têm medo de me magoar e de me tirar este pequeno alento, que embora o descreva como nostálgico e angustiante, é uma pequena luz que se acendeu...de novo! O medo de voltar a cair é de tal forma que me faz afastar...que me transforma num ser calado e introvertido...completamente o meu oposto...quando deveria ser o contrário...não sei...estou perdida...desmotivada...triste! Sou uma parva...
"prometo ouvir-te como se a tua voz fosse a minha"

algures num pacote de açúcar


*

Friday, January 06, 2006

Há momentos em que a gente se cansa e desacredita...

Monday, December 26, 2005

Sonhar não faz mal nenhum desde que não nos esqueçamos de viver!*

Sunday, December 18, 2005

a melancolia foi o sentimento de hoje...foi a nostalgia...foi tudo o que fez com que as lagrimas descessem pela minha face...foram as palavras e as letras . foi um reviver de uma vida que jamais voltará e que, por um lado foi bom, pelo facto de poder enxergar mais longe, e que por outro lado muito negativo...e esse despertou hoje pela insignificancia que um ser representa perante outros...que algum dia fizeram parte de um objectivo..que na altura era "a" e hoje passa a "b" mas que, de qq das formas, reprenta tudo ou quase tudo o que foi a minha vida...naqueles momentos...

A esperança que trago é acreditar que vou ser capaz de voltar a sentir algo semelhante....


****

Saturday, December 17, 2005

O meu indicador desliza pelos teus lábios, a minha perna toca na tua...um movimento...um cheiro que hipnotisa! ouço a tua voz quente, toco na tua mao...olhas-me sorris...junto a minha cara perto da tua, junto ao pescoço inspiro com força...sinto os teus dedos...aconchegas-me...o teu braço está ao longo da minha cintura..o teu calor aquece-me e devolve-me o que sempre tive como perdido.

Entretanto ...volto...passou..vou fecha-los de novo!

*
A força que alguns detém é deliciosa, é pena nem sempre valorizar o que a nossa frente se apresenta e que muitas vezes dizemos estar baço...
A alegria espelhada nos olhos, num pequeno gesto e o sorriso abre-se na tua cara...os teus pés bailam incessantemente, os teus braços puxam-me...o teu sorriso dá-me força...dá-me vida...faz me pensar num maravilhoso mundo novo que espreita...preciso apenas de mexer os meus pés...transportar o meu corpo...derreter o cubo em que me encontro reclusa sem qualquer direito ou beneficiencia.
Aí quando ele desaparecer vou renascer, vou colorir o mundo...pintá-lo ao meu gosto!
Vou andar livremente espalhando uma alegria estúpida e melosa que, para mim, vai ser simplesmente um sonho!


*

Friday, December 16, 2005

These are the days

These Are The Days


"These are the days that I've been missing
Give me the taste give me the joy of summer wine
These are the days that bring new meaning
I feel the stillness of the sun and I feel fine
Sometimes when the nights are closing early
I remember you and I start to smile
Even though now you don't want to know me
I get on by, and I go the extra mile
These are the times of love and meaning
Ice of the heart has melted away and found the light
These are the days of endless dreaming
Troubles of life are floating away like a bird in flight
These are the days that I've been missing
Give me the taste give me the joy of summer wine
These are the days that bring new meaning
I feel the stillness of the sun and I feel fine"


Jamie Cullum

Tuesday, December 13, 2005

Vai estoirar! Lateja de tal forma que parece ter mudado o coração de lugar! Agarro com força, fecho os olhos, apago a luz e deixo-me ir no escuro na expectativa que passe...
Estou a tremer! tenho frio vontade de te tocar e de aconchegar perto de ti...mas fico pelo toque bem ao de leve...bem disfarçado com um "desculpa". Tenho vontade de poder vir a rir contigo, a poder vir sonhar contigo...mas não consigo...estou tão magoada...tão fria...tão presa a feridas passadas que teimam em não sarar...e tenho quase a certeza que mais uma vez vou ficar a assistir bem de longe e deixar que outros(as) se aproximem de ti e te suguem e te levem para bem longe...não vou ter sequer coragem de admitir seja o que for porque no final vai mesmo ser a minha palavra contra a dos outros e para mim, independentemente dos intervenientes, irei sempre ter razão, irei sempre conseguir argumentos que provem que a minha atitude foi a mais correta, a mais acertada...mas sinceramente...queria poder partilhar de novo, amar de novo...apaixonar-me de novo...tá dificil...mesmo muito dificil...e choro, enquano escrevo estas estúpidas palavras, em silencio porque na realidade não tenho mesmo com quem falar de verdade de tudo o que me passa pela cabeça...sinto me uma fútil...uma inútil...uma mimada! a lagrima escorre e nem sequer a mão consigo levantar para a enchugar e atras desta vem outra e outra e outra...sem parar...não consigo parar de carregar nas teclas nem de descrever toda esta merda que me assola...que me empurra para o computador na vez de me empurrar para os sonhos, onde provavelmente a alegria seria bem maior e bem mais brilhante, bem mais ao meu gosto ao que gostaria de conseguir...não consigo me desprender da melancolia...da tristeza...da frustração por ser assim...inerte perante mil e uma coisas que me vão oferecendo diariamente...Poder voltar a pintar..a redescobrir a beleza dos poros da pele da tua cara..da curva que o teu pescoço faz quando encontra as costas e te viras e o torcido...quero deixar de fugir daqui para ali sempre com uma energia que quando fico por cá se desvanece!o pior de tudo é que me parece que ja começo novamente a entrar em filmes e telenovelas apartir de um simples sorriso que embora possa ter sido dirigido a mim é simplesmente fruto da tua simpatia e nada mais. Quero poder ficar por casa e voltar a ter vontade de sair e de rir! de soltar a bela da gargalhada estridente que coloca toda a gente em silencio e que me coloca no centro das atenções que no fundo no fundo é o que eu quero e o que todos queremos. MAs pelo menos no teu mundo gostaria de ser o teu centro...

*
Entro com uma energia tremenda...abalo tudo e tento controlar, mas hoje não consegui! corei! MERDA! não me pode acontecer semelhante de novo, vou colocar base e amanha vou conseguir...e as palavras que não saíam achas possível?
Tou passada, não posso crer! O pior de tudo é que detesto que se apercebam e que me conheçam, ou melhor que partam de premissas falsas e afirmem barbaridades... estou lesada, mas isto vai se reverter! ai pois vai, alias eu vou acordar e amanha vai estar sol...não vou fazer fret. Acho que vou mesmo almoçar sozinha...ops é verdade as terças não almoço! quem diria ein? continuo a ocupar muito espaço ainda assim! dassss que raiva...o passado podia mesmo ficar só pela lembrança construida na mente mas não! Há que existir sempre um paparazzi que capta certos e determinados momentos que mais tarde nos mostram como já fomos uma vez e é triste quando não se é capaz de dar o passo na totalidade e ser arrebatada por um medo tremendo de entrar de uma vez por todas num mundo que não quero, que não gosto, que nada tem a ver comigo e que me vai destruíndo e sugando toda e qualquer inocência que poderia existir...o jogo exite mas não no sentido primário que é o da diversão, existe sim mas num outro sentido bem mais perverso, bem mais triste e frustrante..que por mais força que tenha sou completamente incapaz de contornar e de levar a minha avante a 100%. ...

*
E de repente saio para rua...ja parece a musica da outra dahhh!


Não, mas subtilmente o sono deixou de fazer parte do dia a dia, simlesmente não quero fechar os olhoe e usufruir as imagens pelas quais passei e fantasiar com elas no meu mundo, apenas para mim, egoísta? talvez, mas já estou como alguem muito querida por mim! (tás lá, lol)

O mais bonito de tudo é que volto com uma vontade imensa mas com o mesmo jogo em q vou continuar a escrever com um intuito e um proposito que mais uma vez não me vai levar a lado algum...mas não me importo desde que me dê alento com tem dado para mim é uma mais valia...um respirar de novo!


Saber o que penso...fantasiar assim só para mim acreditem que não há romance melhor! aliás eu aqui vou ser capaz de conduzir como e para onde quero e quem eu quero à minha maneira (tim tas lá, xutos e...serao mesmo pontapés???)

*

Monday, December 12, 2005

Vou apenas deixar que os meus dedos deslizem pelo teclado

Saber amar nao sei...saber ser amada não me lembro! será que existiu isso em algum momento? nao será apenas fruto de todo um plano de acção de marketing?

Sempre que saio à rua pareço estar naqules correrdores dos hipermercados em que tudo está organizado de forma a manipular as compras. Sinto que cada rua é um desses corredores imensos super altos que nos diminuem de uma forma tão súbtil que chega a meter medo.


Serei simplesmente um alguém que nada tem para fazer e simplesmente encontra aqui um refugio , que na verdade se trata de uma esperança frustrada de que seja lido por um alguém que de certa forma é especial? provavelmente sim o problema é que o sujeito principal não aparece...não é conhecido nem sequer existe é apenas tudo fruto de um imaginação muito frágil e defeciente que teima em achar-se mais do que na realidade é!
*

coisas

É incrível a forma como o tempo nos transforma...ora me transporta para momentos zen e completamente extasiantes como de repente o inverno chega e me fecha num casulo tão pequeno que nem sequer me deixa lutar contra o mal que sinto.

A solidão para a qual me levam as nuvens e a chuva é de tal forma que nada em meu redor funciona, me anima, me faz reagir... sinto um vazio enorme...um frio capaz de gelar o proprio sol...o medo que trago é noite...a lágrima que teima em não sair é de tal forma que me sufoca...e a noite abraça-me como nada é capaz de o fazer...não fechar os olhos...não quero tornar a abri-los para voltar ao que não quero...ao que não consigo lutar nem levar para outros rumos...tenho medo...estou cansada...


Quero rir como vontade...quero sair com objectivos francos...quero lutar...quero voltar a agarrar o sorriso...quero ter vontade de sair de casa ao domingo e de conseguir me aguentar em pé com apenas 2 horas de sono...quero sair desta melancolia...quero tanta coisa e o pai natal não existe para me trazer algum animo neste natal....


*

Wednesday, September 07, 2005

Estou com saudades de escrever mas não consigo escrever, aliás quando releio todas estas palavras nao me revejo nem sequer posso acredita rtamanho romantismo e parvoíce escrita mas foram desabafos de momentos menos ou mais simpaticos, acredito que a vida não é a felicidade mas sim composta por momentos e é a eles que me vou agarrar, estou completamente desanimada e desmotivada, não tou sequer com paciencia de achar deslumbrante uma sombra, um cheiro, ou som... a inercia dos outros, a falta de coragem e as duas faces que a grande maioria apresenta ridiculariza tudo aquilo que poderia vir a ser algo...

Sinto um discurso confuso, estúpido e completamente despropositado...apeteceu.me

pelo menos aqui ninguem me vai apontar nem rir, nem gozar porque quem não vê é como quem não sabe, e cada vez mais acredito q a falta de saber por vezes consegue evitar grandes perdas...

*

Wednesday, August 24, 2005

O amor e outra coisa

"O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca viste. Isso é um avião! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras a ninguém.
Isso chama-se vibrador tailandês de três velocidades! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém. Isso é um raptor! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa a sua marca por onde passa.
Isso chama-se pombo de caganeira! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que podes prender ou pôr pra fora de casa quando bem entenderes. Isso chama-se cão! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver as estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti. Isso chama-se extraterrestre! O amor é outra coisa!
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti. Isso chama-se comando da TV. O amor é outra coisa!
O amor é simplesmente o amor! Não compliquem!!! "

via email