Sunday, November 14, 2010

“The best way to complain is to make things.”

- James Murphy

Friday, October 29, 2010

Thursday, October 28, 2010

1st


My very first attempt to make a digital illustration. I know it's not perfect or even professional and that I didn't spent many time on it but, I had fun...

Tuesday, October 12, 2010

Thursday, April 08, 2010

Nova Aventura


Em Maio começo uma nova aventura, desta vez um pouco mais perto...Évora

Saturday, February 06, 2010

The funniest thing is that all my life I thought I wasn't able to speak or even to write english...but nowadays I found myself with a unique feeling of thinking in english and hoping to speak again foreigner language, I really love my six months of fame at San Francisco, I can write over and over again about it, but it will always miss something!

I really need to have more and more moments like those I had!

Tuesday, February 02, 2010

O Fim da Linha , Por Mário Crespo

É demais o que o Governo Sócrates tem vindo a fazer, nomeadamente no que se relaciona com os media, por momentos penso se isto não será uma tentativa de impor uma nova ditadura, provavelmente o que nos safa é que se tratam de pessoas tão egoístas que a inteligencia fica embaciada com a própria imagem!

É vergonhoso o estado da nossa nação e pior que isto que este governo tem vindo a fazer, inclusivé o orçamento de estado, é que este governo existe porque houve quem os colocasse lá.

Não deveremos deixar passar em branco este episódio com o grande jornalista Mário Crespo porque depois disto não sei do que é que o nosso "querido" governo será capaz de magicar!

Devemos todos propagar este escândalo!

"O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.

O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.

O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.

Foi-se o “problema” que era o Director do Público.

Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."