Wednesday, July 16, 2008

Último dia com direito a Diplomas


Cá estou eu a receber om eu diploma com o meu nome mal escrito! Não percebo qual a dificuldade... Ao fundo podemos ver o John, Tom, Tim e Tonje. (fotografia by Ayesha)


Da esq. para a drt. Isabel, eu, Maria, Ayesha e Anandita. (fotografia by Ayesha)


No corredor à espera que nos abram a porta do estúdio de ilustração. (fotografia by Ayesha)


Um dos meus trabalhos na aula da Rachel, um passeio por Londres. (fotografia by Tsutomu Asai)

Monday, July 14, 2008

Fim-de-semana Cultural bem recheado

Ora turistas como nós não há...e sinceramente nem ao fim de 3 semanas somos capazes de algumas coisas...enfim!

Sábado, e o objectivo era ir ver um musical, conseguimos bilhetes CAROS para irmos ver o Wicked no Apollo Victoria Theatre. Valeu bem a pena.

Tudo começou com encontro marcado para as 3h em Leicester Square na tentativa de arranjar bilhetes para um musical, mas a metade do preço. É tudo tanga...tudo Marketing meus amigos. Paciência pagamos e calamos.

O Tom e a Tonje estavam com fome de maneira que fomos até a uma esplanada onde tomei um belo de um expresso e eles encheram-se se pizza e coca-cola.

De papo cheio fomos até à National Portrait Gallery espreitar a exposição The BP Portrait Award. Magnífica exposição de pintura...houve situações em que quase esparramei a minha cara nos quadros para ter a certeza absoluta que eram pintados e não fotografias.

Continuamos e fomos ver as recentes aquisições e a coleção deles, deparei-me com um de Paula Rego. Claro que fui logo chamar a atenção deles para vislumbrarem a arte portuguesa.

Depois disto ficamos na dúvida se iríamos de seguida para Victoria Station (perto do teatro onde íamos assistir ao musical) ou se iríamos a Apple Store. Acabamos por ir directos para o teatro para podermos jantar antes do espectáculo.

Lá chegamos, depois de sermos corridos aos berros pelo motorista do autocarro que só dizia: "LAST STOP! LAST STOP!.

Fomos ver a localização exacta do teatro e depois fomos procurar um sitio para jantar. Paramos em frente a um restaurante italiano e veio logo um simpático falar, feita parva falei um pouco do pouco italiano que sei e o moço começou a transbordar palavras em italiano... prego, pronto e grazie mille foram o prato do dia. Tive que falar em inglês e mostrar que não percebi metade do que ele disse. Os funcionários eram quase todos italianos, arrisco a dizer provenientes da Sicília..talvez não, mas... Entretanto o senhor que nos atendeu. na maioria do tempo, perguntou se era espanhola...Claro que lhe disse que não...sou portuguesa, porquê? pensou que uma carinha laroca como a minha poderia ser espanhola...claro que por ter esta carinha só podia ser portuguesa...mas tudo num tom de brincadeira obviamente.

Lá fomos ver o espectáculo. Foi muito bom mesmo, aconselho vivamente.

Viemos para casa.

Domingo encontro marcado às 10.30 na Old Street Station.
Voltamos ao Flower Market e à loja do Rob Ryan para o Tim e a Tonje comprarem o que queriam. Dalí fomos até Greenwich...alto filme para conseguirmos lá chegar por causa das obras no metro...mas chegamos e ainda era dia.

Demos uma volta pelo mercado, o Tom comprou um sax em bambú muito porreiro...também queria mas para além de não ter espaço na mala eram um pouco caros...para a próxima vez. A Tonje comprou um quadro com uma imagem feita através de recortes de papel que eu já tinha visto noutras lojas, a senhora que lhe vendeu disse ter sido ela a fazer e que demorou 12h...eu fiquei um pouco na dúvida..acho que aquilo foi feito em série...mas não posso afirmar..deixo a dúvida.

Começamos a dirigir-nos para o Royal Observatory. Demoramos uma eternidade para lá chegarmos por causa dos esquilos que nos iam aparecendo no caminho e as tentativas falhadas de lhes tocar...mas eu estive perto bem perto.(quando tiver fotos publico, a minha máquina está doente por isso tem ficado no quarto). Lá chegamos e começamos pelas exposições e acabamos no ponto zero do tempo, na Linha do Merediano. Foi muito porreiro, e a perspectiva de Londres é brutal.

Voltamos de autocarro para Holborn para nos encontrarmos com a Kim, Isabel e Raul (namorado da Isabel). Eu que vinha a dormir, acordei e a Tonje perguntou se era naquela paragem que tínhamos de sair, hesitei mas depois disse sim é nesta, temos que sair aqui, eles também meios sonolentos não reagiram a tempo e saíram na paragem seguinte, hilariante.

Estivemos num pub e depois fomos procurar um restaurante de comida vietnamita, primeiro porque os pais da Kim são naturais do Vietnam e segundo porque o Tom sugeriu. Foi de rir, até então tinha sido o japonês a adequar-se à cultura ocidental hoje foi o inverso, acho que ele se divertiu com as nossas caras a tentar comer determinadas coisas com os paus.

Voltamos para casa e amanhã é um novo dia.

Saturday, July 12, 2008

O fim do curso

8 da manhã e o despertador toca.

Esforço-me para sair da cama...abro as cortinas e o sol deu-me os bons dias!

Escolho uma roupita que depois fosse simpática para o pub...sim porque hoje é sexta-feira!

Tomei os meus cereais, fumei o meu cigarrito e lá fui eu para a Bus Stop. Nem 1 min e voilá ele apareceu...azar avariou e tive que ir a pé!

Entro no metro e começo o meu sudoku.

Chego a CSM e dirijo-me à sala dos computadores para imprimir o trabalho final e dar os últimos retoques. Lá estava a turma quase completa em alto frenesim!

11h e as apresentações começam. Correu tudo muito naturalmente e o saldo foi positivo!

15h e fomos todos até ao pub com a Rebecca e a Rachel foi muito simpático, finalmente fomos todos...minto o turco não apareceu! Não sei o que se passa com ele, ou piorou da constipação ou simplesmente não apareceu.

Lá estivemos no pub um bom bocado e as pessoas começam a ir embora e a despedirem-se, os primeiros foram os americanos Maria e John.

Resumindo fiquei eu, o Tim, o Tom, a Tonje e a Anandita.

Dali fomos até ao supermercado comprar uns aperitivos e fomos até à residencial da Tonje.
Lá estivemos a ouvir música norueguesa e canadiana, falamos sobre o curso, sobre as diferenças culturais...

Toca o meu telemóvel, era o Tom que entretanto tinha ido fazer uma sesta, estava em Russel Square à nossa espera!

Lá nos fizemos ao caminho e 3 min depois lá estávamos. Lá fomos todos lampeiros e felizes da vida até ao pub da semana passada, onde a comida é razoável assim como o ambiente. O Tim ficou bem dispostinho e o Tom só falava em karaoke. Lá perguntamos a uma funcionária do bar se conhecia e ela falou-nos num em Southampton Row mas não sabia dizer o nome. Lá fomos à "aventura" e procurar o karaoke. Andamos, andamos, e havia sempre alguém que dizia: " Não será melhor perguntar a alguém?". passamos em frente a um restaurante japonês e incentivamos o Tom a lá ir perguntar se sabiam de algum sítio. Quando ele começou a entrar no restaurante olho para o reclame luminoso e reparo na palavra KARAOKE e disse-o alto e grizamo-nos pela situação. Mesmo à nossa frente e nós nem íamos ver.

(A Anandita já tinha ido embora, mas a Kim veio-se juntar a festa um pouquito mais tarde.)

Lá descemos as escadas e perguntamos pelo Karaoke, um dos senhores saiu de trás do mini-bar e veio indicar-nos o caminho, comecei logo a estranhar, pois eu pensei que seria um bar normal, ou melhor, como eu estou habituada a ver um bar de karaoke. Lá fomos por um corredor e ele abriu uma porta, espreitei e é como os karaokes japoneses, uma sala individual para se estar com os amigos. Foi espetacular! Não há palavras, eu o Tom e o Tim curtimos à brava. Provei Saquê quente...não recomendo, mas também não sou a melhor pessoa não é verdade..com tanta esquesitice no meu palato! Só visto este episódio, amei! Foi mesmo bom o momento ri-me como ainda não me tinha rido por terras inglesas e foi muito bom estarmos todos, ou melhor nós os três a desbundar o Karaoke.

Hora de ir embora, o senhor deixou -nos lá ficar para mais uma canção..já que não ofereceu bebida nenhuma nem desconto...eu bem que pedi...mas por estas bandas é dificil...nem vos digo nem vos conto.

Viemos todos embora e amanhã talvez seja dia para assistir a um musical..a ver as verbas e os custos...espero que se coadunem!

Lá vim para o metro toda descansada e retomei o meu sudoku...sentei-me toda contente...de repente vem um cheiro...ui ui...nem consegui acabar o meu sudoku...ou era da senhora avantajada que ia sentada do meu lado esquerdo, ou era da senhora que estava dois lugares à minha direita à minha frente que ia descalça e com os sapatos no colo...esta última personagem reparei quase de imediato quando entrei no metro..os olhos estavam vermelhos... a expressão facial bem disposta...fiquei na dúvida se tinha uma conjuntivite, se tinha estado a beber vinho tinto ou se estava sob efeito de psicotrópicos...

Finalmente Archway station...livrei-me daquele cheiro, que por momentos até pensei que tivesse calcado algum presentinho na rua!

Entro no autocarro e não tenho dinheiro que chegue no meu OysterCard...amiguinhos 2 libras para 3 paragens...se não fosse de noite, a chover e uma inclinação de 10% ia a pé que por 2 libras consigo fazer muitos mais kilómetros com as minhas super sapatilhas!

Toda contente por chegar ao quarto, começo a prepar-me para ir conectar-me ao mundo cibernaútico quando de repente um zumbido me perturba o meu ritual...era uma daquelas moscas grandes...tento, infrutíferamente, enxotá-la do meu quarto...desde abrir a porta e apagar a luz, a abanar a toalha de banho na tentativa de a colocar lá para fora, a abrir a janela do quarto...ela cai no lavatório...deve ter molhado as asas e não conseguiu sair de lá ainda tentei com a tampa do lavatório, mas não. Tive que lhe dar um banho de água quente...foi mau...não me senti nada bem...mesmo.

Vim até aqui e agora vou é descansar que a minha vida não é isto.

*

Thursday, July 10, 2008

Mais uma semana

Mais uma semana quase a acabar assim como o curso. Amanhã temos a apresentação final dos trabalhos! A ver como corre.

Esta semana foi bem mais calma que todas as outras, tivemos direito a ir a um pub a meio da semana e tudo. Foi muito bom, soube a feriado...quase!

Fomos quase os mesmos do costume, Tim, Tom, Anandita, Ayesha, Tonje e Isabel,mas estamos a tentar fazer com que amanhã não haja faltas. Neste pub vieram me perguntar se eu era a "Jane"...quase que respondi: Só se tu fores o Tarzan!, mas não, fui simpática e educada.

O japonês ainda não se habituou à diferença horária de maneira que adormeceu no pub, inacreditável.

Pelos vistos quase todos vamos cá ficar por estas bandas mais uns dias, ficamos de nos encontrar...a ver até onde estas promessas vão.

Hoje fui ter com o meu amigo Ni, a casa dele, jantamos uma massa à bolonhesa fantástica, depois fomos até a um pub simpático. Fomos lá ter com um grupo de cientistas, penso que todos se encontram a fazer o doutoramento. A boa disposição pairou por aquelas bandas mas nada extravagante, tratou-se de um serão muito soft.

Vim para casa.

Tuesday, July 08, 2008

Laundry

Achavam que me tinha esquecido???

Ai e tal tão caladinha...deve ter dado cabo da roupa toda!

Não meus caros! Lavadinha, seca e passada a ferro (ou lá o que foi que fiz com o ferro...)

Apenas tive direito a uma queimadela no polegar...teimou que não queria sair pimba toma lá com o ferro a ver se aprendes!

Não sei se quero repetir esta árdua tarefa...não foi assim muito divertido digo-vos já!

*

Monday, July 07, 2008

Domingo de manhã

Começou pelas 10.30 com encontro marcado junto à estação de metro Camden Town. Eu e o Tom lá fomos ver como as manhãs em Londres se transformam, e como de repente as ruas se tornam mercados de roupa, objectos em segunda mão, flores e muitas outras coisas. Algumas até um pouco dúbias!

A primeira parte do dia foi passada em Camden Town a vasculhar todas as ruas, todas as bancas, principalmente as de comida, o japonês está maravilhado e super curioso com o que se come pelo mundo fora.

Passamos numa banca que dizia ser tradicional inglesa, compramos 2 libras do que parecia ser algo doce. Meus amigos eram caramelos...com a particularidade de serem dulcíssimos! Fomos imediatamente comprar água, porque só assim.

Lá continuamos a ver a comida, passamos para a roupa, sim porque aquilo é tudo em cima uns dos outros a acomida e a roupa...estranho! Mas é sempre bom, uma t-shirt com cheirinho a caril de frango, ou a peixe frito!

Deparamo-nos com uma banca de gomas e eis que ouço o Tom a exclamar e a ficar perplexo: esparguete vermelho e verde (goma claro). Nunca tinha visto. Prontamente comprei 2 libras e disse-lhe para provar que ele ia gostar...azar não gostou...haviam de ter visto a cara dele! Hilariante.

Tentamos, sem sorte, encontrarmo-nos com a Isabel, mas para além de ela ter ficado sem dinheiro no telemóvel ficou sem bateria.

Fizemos-nos ao caminho. Objectivo Columbia Road. Não só para vermos o mercado das flores como para encontrarmos a loja do Rob Ryan que tinhamos conhecido na sexta-feira.

A chuva fez-nos companhia quase todo o dia.

No mercado das flores íamos ouvindo as promoções que cada vendedor tinha para escoar o produto...o dia não lhes foi favorável devido à chuva!

Entretanto encontramos a tal loja, amei! O trabalho dele é espetacular, não só pela minuciosidade mas pela mensagem e pelo humor! Tornei-me fã de Rob Ryan.

Já eram 14h00 e a barriga começou a dar-nos sinal.

Dirigimo-nos para Brick Line. A rua estava completamente transformada. os passeios estavam cobertos de objectos em segunda mão e algumas contrafacções! Mas os objectos de segunda mão eram a maioria. Por isso se tiverem coisas em casa que acham que até deveriam estar no lixo enviem-me, que para a próxima semana lá estarei a vender. Surreal.

Houve um casal de amigas que até cantavam para atrair clientela! Mais parecia uma cabra a cantar de tanto vibrato!

Bem lá fomos almoçar, nada barato diga-se já de passagem, e vá lá que nos ofereceram as bebidas!

No caminho de regresso continuamos a parar para ir vendo os mercados.

Num deles, na Comercial Street, o Tom fez uma massagem que adorou. Saiu de lá todo contente, a querer mais claro, mas 7 min por 5 libras é um pouco puxadito até para ele!

Lá viemos embora.

*

Saturday, July 05, 2008

Mais uma sexta-feira à moda inglesa

Ora o dia foi bastante produtivo.

Foi um dia inteiro com trabalhos rápidos com bastante criatividade. Os resultados foram muito porreiros. O objectivo é criar uma fanzine ou um livro fanzine na próxima semana. Hoje foram exercícios para abir as mentes e as perspectivas criativas.

Final de tarde fui com a Tonje (Tônia_norueguesa) até à residencial dela...espectacular, bem mais central e com umas condições muito boas.

Lá se aperaltou toda porque íamos a uma inauguração de uma exposição e depois a um bar, já vos conto a aventura.

Após uma hora e qualquer coisa depois lá fomos ter ao ponto de encontro para nos encontrarmos com o Tom, Tim e Ayesha.

Para não variar muito a Ayesha está atrasada, fomos esperá-la no pub, aproveitamos para jantar e provei a Pimm ( bebida alcoólica, mas que me pareceu sumo).

Lá nos rimos bastante com as informações que o Tom nos foi dando sobre o Japão e algumas más interpretações do que ele ia tentando comunicar, sim porque garanto-vos que não é fácil entender o que ele de facto quer dizer, chega-se a um ponto que até ficamos confusos. É de rir.

Acabamos de jantar e fomos à exposição, era de um amigo da nossa professora de desenho Rachel Cattle. Era mesmo ao lado do pub e em 5 passitos apenas as pessoas eram completamente diferentes...não vos sei dizer muito bem, sei que algumas pareciam saídas de um filme a preto e branco que fora transformado em filme a cores, outras de bandas desenhadas, e outras mesmo surreiais. Conhecemos o Rob Ryan um tipo muito bem disposto mas com um look muito fora. Lá estivemos a observar as pinturas, desenhos, cartazes e todo o trabalho do artista Stephen Fowler. Ainda me ri bastante com as intrepretações do Tom.

Saímos da exposição e fomos até ao tal bar/club/discoteca. Eu a Tonje e o Tom. A pensarmos que não íamos conseguir entrar porque tanto eu como o Tom estavamos de sapatilhas, mas nada que 10 libras não resolvam, sem direito a nada, nem a azeitonas, nem a palito nem a nada.

Parecia a festa do secundário. Muito mau, a música era péssima, as pessoas deviam quase todas elas serem menor de idade..enfim...mas se era para divertir lá fui dançar como se não houvesse amanhã. O Tom divertiu-se à grande, parecia uma criança. Lá me despedi para me vir embora e ele também veio. Fui acompanhá-lo até a estação dele, não fosse ele perder-se, porque ele é um pouquinho distraído.

Cheguei a casa e só penso que amanhã vou ter um grande desafio: lavar e passar roupa. A primeira etapa é não manchar nadinha e muito menos encolher roupa...alguma já tá justa que chegue, não preciso de mais, a segunda é não queimar, mas depois conto-vos como foi!

Thursday, July 03, 2008

e é assim

E aqui estamos nós para sabermos como tem sido o resto da minha semana.

Tem sido bem pacífica e relaxante, o que as minhas pernas e pés agradecem!

As aulas têm sido bastante dinâmicas e os trabalhos estão num bom caminho. Estou satisfeita e até já recebi elogios da prof. de projecto Rebecca Ross.

A chuva veio fazer uma visita, mas penso que não será por muito tempo.

Novidades de emprego para já nada, mas não se preocupem que mal haja eu comunico!

E é tudo por hoje.

*

Wednesday, July 02, 2008

...a saga continua

Bem já lá vão uns dias que não escrevo e tanto já aconteceu...nem sei bem por onde começar de maneira a tentar criar um fio condutor minimamente lógico.

26 de Junho (aniversário da minha Mãe) o dia foi passado na sala de aula a criar composições gráficas, através de colagem, que comunicassem 3 palavras-chave emergidas de 3 locais de Londres.

Todos, ou quase todos, fizemos o que nos foi solicitado e no final todos discutimos os trabalhos de cada um. Esta foi a parte em que de facto houve uma consciencialização do que era o objectivo final do exercício. A partilha da informação, da experiência pessoal e perspectiva de cada canto do Mundo foi espetacular.

Quando há pouco disse que quase todos fizemos o que nos foi pedido, disse-o porque o nosso amigo Kerem (o turco, não sei bem se é assim que se escreve mas se lerem em voz alta o que vos soar é o nome dele) é um sujeito muito particular. A cabeça dele deve andar a mais de 1000 à hora, as ideias devem fluir como o sangue flue nas nossas veias. Nem sempre aparece nas aulas e nem sempre faz o que lhe pedem, mas acaba por trazer uma posição bem vincada no design gráfico. É sempre uma aventura trabalhar com ele, e tenho tido a sorte de o ter no meu grupo de trabalho. Aliás costumamos andar eu, a espanhola e o turco, o trio odemira da CSM (Central Saint Martins).


O dia passou rápido e a vontade no final da aula era refazer o trabalho e ver que de facto as coisas iriam para um caminho totalmente diferente.

Final da tarde e vou ter com o Rui a Victoria Station, começo por lhe fazer "uma visita guiada" ao metro, porque ia cá ficar tão pouco tempo que o ideal foi mesmo o metro.

Mostrei-lhe a minha nova morada, jantamos e pusemos a conversa em dia pessoalmente!

27 de Junho
Dia livre para o Rui. Aproveitou para ir ao Madame Tussaud, andar pelas ruas de Londres Trafagal Square, almoçou como os londrinos em pé e a andar e continuou a ver a cidade.

Eu passei o dia a andar...que novidade!
Encontro marcado para as 10h30 no Museu do Design. O objectivo era desenhar o que achassemos interessante desde o Museu do Design (interior e exposição incluída) até à Tate Modern que é um mundo e uma semana lá não chegaria para ter uma pequena ideia da grandiosidade deste museu, quer pela sua arquitectura quer pelas exposições e ainda pela livraria, que provavelmente será uma das melhores que eu conheço.

No meio desta caminhada debatemo-nos com um mercado de iguarias tradicionais oriundas de muitos lados, desde queijos franceses, ao pastel de belém (mais conhecido na minha zona como "nata") até a compotas e outras coisas mais que não vos sei dizer o que era.

A chuva fez-nos companhia neste dia bem como o vento frio! Mas Londres sem chuva...

Final da tarde fizemos os que de cá fazem: fomos a um pub! A turma toda mais o Rui e o Eduardo (amigo da espanhola, italiano que está cá a trabalhar e conheram-se na residencial).

Foram indo embora um a um até que acabamos eu, o Rui, a norueguesa e o turco. Objectivo encontrar um sitio qualquer em Shoreditch. Ao final de algumas tentativas e quase a desitir lá encontramos uma rua animada cheia de gente, alguns já bem dispostinhos. Entramos num sitio...era o típico restaurante americano! Só faltou a jukebox! Mas acreditem que depois do almoço caro que tive, sinceramente não valeu o dinheiro, este jantar soube ao manjar dos deuses!

Lá viemos depois todos direitinhos cada um para a sua morada!

Sábado passeio turístico com o Rui: Westminster, Big Ben, Palácio de Buckingham, Piccadilly Circus, Oxford Street, a casa de chá onde fui tomar no outro dia o chá, Leicester Square, Tower Bridge e London Eye entre outras coisas, neste dia já utilizamos o característico Bus inglês.

À noite, ou melhor ao final da tarde encontramo-nos com o meu amigo Ni e os seus amigos e fomos todos jantar e depois assistir a um concerto de Maria Rita nos piores lugares da sala...mas valeu a pena ainda assim, vimos um lado mais samba dela! Ainda tive a oportunidade de ouvir uma questão bastante pertinente das minhas vizinhas da frente, de nacionalidade brasileira, que a poucos minutos de começar o concerto me perguntou:" Como é lá em Portugau? Vocês ouvem música brásileira eihn?" (a intenção é lerem com o sotaque brasileiro) a vontade foi responder: a ditadura já acabou, já há livre circulação de tudo, não somos quadrados nem um povo fechado. Mas não, respirei fundo e disse que sim que se ouvia bastante múscia brasileira. Aventurei-me a perguntar-lhe se conhecia o Fado, a reposta claro que foi não...

29 de Junho

O Rui parte hoje! Só deu mesmo tempo para comprar umas lembranças e almoçarmos. Levei-o de volta a Victoria Station.

Voltei para a minha "casa" e actualizei os meus emails e aproveitei para descansar os pés que de novo me estavam a magoar...descobri porquê: tenho uma bolha no calcanhar! Era tudo o que eu estava a precisar neste momento era uma bolha no calcanhar para me fazer um pouco de companhia nas viagens de metro!

30 de Junho
O briefing do projecto principal do curso foi-nos apresentado! Que medo!
3 cartazes A3 com 3 locais de Londres (sim o tema do curso é Londres...parece meio cliché, e mesmo que seja e não deixando de o ser, acreditem que se fica com uma perspectiva bem diferente desta cidade imensa, que estou a amar!), estes cartazes têm que estar ligados de alguma forma, a técnica e a abordagem é a que quisermos desde que exista uma base que defenda o trabalho, como é lógico!

Senti-me perdida...entretanto fui criando umas notas falei com a Rebecca e ela sugeriu que fosse passear e fotografar.

A Isabel (espanhola) também veio para a rua fotografar, fomos juntas.

Saímos todas lampeiras a tentar com que cada uma tivesse uma ideia...não estava fácil.

Começamos a digir-nos para o Soho...e eis que uma miragem nos surge!!! Sir Paul Mccartney cruza-se connosco e cumprimenta-nos. Meias parvas olhamos uma para a outra é ele não é? É!!!! Corremos e pedimos um autógrafo. Mas antes disto ele fez questão de nos apertar as mãos e cumprimentar-nos. Foi brutal! Tão pouco Star que ele foi! O dia ficou completamente diferente...acho de 30 em 30 minutos exclamávamos: Conhecemos o Paul Mccartney! Ok parecemos umas toninhas, é verdade, mas acreditem que foi inexplicável!

Lá continuamos a nossa pesquisa, sempre meias atarantadas com o episódio!

Voltamos à escola e começamos a falar no nosso grupo sobre as nossas ideias, com o objectivo de puxar pela criatividade cada um de nós. Lá vem a Rebecca falar connosco e começa com a Kim ( americana, muito tímida e pouco segura, parecia eu há uns anitos atrás). Entretanto passa para o Turco e a Kim desaparece...mais tarde e depois de algumas interrupções por parte de outros professores que iam estar connosco esta semana, a Kim reaparece com os olhos vermelhos. Fui falar com ela e tentar trazer-lhe um pouco de calma, entretanto apareceu a Isabel e lá conseguimos que ela ficasse mais positiva.

Todos foram embora e lá tive oportunidade de falar com a Rebecca sobre o meu trabalho e a Kim conseguiu falar com ela e perceber que não há necessidade para tanto stress!

Fim das aulas e a Isabel precisava de ir a Greenwich para atravessar o rio pelo túnel, e eu fui com ela. Apanhamos o autocarro 188 e lá fomos nós...passados uns 45 minutos lá chegamos.

Não foi nada de extraordinário mas acho que só pela experiência valeu a pena! Voltamos ao centro de Londres pelo DLR.

1 de Julho ( hoje)

Foi espetacular!!!! Um dia de fotografia!! Amei!
Ainda que a minha máquina não se esteja a sentir bem, consegui contornar o obstáculo. O objectivo era fotografarmos um elemento do nosso grupo, um Retrato! Não resiti e tirei a todos! E foi nisto que resultou:




Final da tarde encontro como Ni para a exposição Summer Science na The Royal Society onde tive oportunidade de me informar sobre a nanotecnologia, o "parar o tempo" para a leitura dos electrões, o sobre aquecimento do planeta, as deformações nas ondas na galáxia etc etc...muito interessante e muito lúdica!

Voltei para casa e amanhã é num novo dia. Também acho que por hoje é tudo!

*

Wednesday, June 25, 2008

...ai os meus pés...ai as minhas pernas

Ora cá vamos nós...ontem e hoje foi um non stop quer de informação quer de Km!

Nem sei bem por onde começar...só sei que estou cansadita!

Começamos o dia na rua a desenhar o que vemos. O exercício consistia em preencher um caderno de esquiços até ao final da tarde, desenhos rápidos de pormenores ou de paisagem, à nossa maneira, com as nossas interpretações. O que é facto é que ao final do dia as linhas fluíam de uma maneira incrível.

O sol tem sido nosso amigo e tem-nos presenteado os dias com a sua companhia.

Final da tarde vou ter com o João e saber como é a perspecitva dele da cidade...com ar de inglês, até tive alguma dificuldade em reconhecê-lo, de fato, sapato, óculos de sol...um Lord!...resumindo...ele vai criar raízes nestes lados!

Depois da companhia dele fui ter com o meu amigo Ni que por milagre arranjou sardinha fresca, convidou-me a jantar lá em casa ( conheci o último elemento que partilha casa com ele). Tive que pedir uma alternativa não só porque não aprecio como também não eram demais. Conheci a casa dele e tivemos uma bela refeição Portuguesa, com direito a caldo verde e tudo! Obrigada! Soube muito bem! Quase saí a rebolar!

Ah mas antes deste jantar dos deuses levou-me ao café Lisboa onde pude tomar um belo de um cimbalino e comer um bolinho de arroz. Já sei onde comprar tremoços! Salsichas Nobre, sumos Compal, presunto, chouriço and so on and so on...

Depois do belo do jantar, e como se ainda não tivesse andado nada, resolvi ir a pé para a estação porque estava uma noite muito agradável e para digerir o pimento grelhado!

Hoje o dia foi à base de tipografia..voltei ao primeiro ano da faculdade: ir para a rua e fotografar formas de letras! Fui eu, a espanhola e o turco! Foi de rir!

À tarde estivemos a ver as fotos de todos e para a próxima semana saltamos para a paginação!

Depois das aulas como se não estivessemos cansados fomos, eu, a espanhola, o turco e a paquistanesa (esta última ainda foi a mais uma exposição mas eu já não tinha forças!) até ao museu da cidade de Londres, tudo por causa de um trabalho para amanhã. Não há tempo para paragens!

*

Monday, June 23, 2008

E as aulas começam...

Primeiro dia e chego 1 hora adiantada...tanto era o receio de chegar tarde, de me perder ou até mesmo avarias no metro que não tive mais nada se não acordar as 7.30 da manhã! Espetacular...por acaso não foi dificil porque o sol já há muito que era meu companheiro, bem que o tentei dissuadir...mas não consegui.

Antes sequer de sair daqui da residência um americano de nome Alex confunde-me com alguém o que foi engraçado pois ele ficou envergonhado com tal situação. É fotógrafo e está a estudar na Westminster University. Por sinal é o segundo Alex americano aqui na residencial, o primeiro que conheci é o meu vizinho do lado, que está cá em trabalho, é da área financeira...ainda lhe perguntei porque é que estava aqui...é temporário!

O metro de manhã fez-me sentir quase no S.João...havia a sardinha mas só que enlatada! Foi como me senti!

Voltando ao que interessa. 10h quase certas e o curso inicia. Indicam-nos o caminho e lá chegamos à sala após uns 4 andares bem cheiinhos! Todos a arfar sentam-se em volta de uma mesa e conhecemos 2 dos nossos tutores. Rebecca, proveniente ne NY City mas já cá está há uns 4 anos; e o Mac um senhor, que pelo que pintam é um Master! É dos mais antigos da St Martins School e todos por estas bandas o conhecem.

Uma breve apresentação e lá vamos nós conhecer as intalações: são dois edifícios conectados por uma construção recente criando pontes entre os dois...imaginem a confusção... um é do séc.XIX e o outro do séc.XX.

Lá voltamos a sala e começamos as apresentações entre nós alunos:

Brazil 2
Índia 1
Paquistão 1
EUA 3
Canadá 1
Japão1
Espanha 1
Noruega 1
Turquia 1
Portugal 1

junta-se tudo, deixa-se marinar um pouquinho e tá pronto:
Summer Study Abroad- Graphic Design @ CSM

12.00 e vamos almoçar eu, a indiana, a paquistanesa e a norueguesa. Cantina 2 libras e tá feito, nem é má a comida, pelo menos o que eu provei e por este preço também não posso esperar um serviço real não é verdade?!

13.00 e recomeça o curso. Um pequeno trabalho de grupo. Fiz com a paquistanesa, muito prática, super simpática, tranquila. Foi porreiro.

Acho que esta mistura de nacionalidades vai dar um bom resultado.

Curiosidades da turma: A indiana chama-se Ananditá, o Japonês abreviamos para Tom e ele quase não percebe inglês...de maneira que vai dizendo YES a quase tudo que lhe dizem!

Acabam as aulas e vou à procura de uma loja London Graphic Centre. 2 andares de material técnico com direito a desconto para estudantes! Compro o x-acto e uma borracha de pão...amanhã vamos para a rua desenhar...que medo! Depois digo-vos como foi.

Vim para casa!

*

Sunday, June 22, 2008

Ai os meus Pés

Ora cá vamos nós para mais aventuras...

Sexta-feira enclausurada no quarto para tratar de começar a procurar emprego e aproveitar que a internet é grátis.

Saio apenas para reforçar as vitaminas, hidratos de carbono e h2o.

Curiosidade eles não usam persianas...às 7 da manhã o sol entra no meu quarto...uhmmm que maravilha...se conseguir ficar por cá provavelmente daqui a 1 ano agradeço esta benção e provavelmente também já seja capaz de andar só de t-shirt e com a bela da havaiana...quiçá

Sábado tudo muito tranquilo, consigo acordar mais tarde um pouco, com algum esforço diga-se de passagem, tomo um pequeno-almoço tardio e ligo-me ao mundo cibernáutico. Coloco a conversa em dia e consulto os meus emails. Continuo a enviar cv's e a inscrever-me nos sites de recrutamento, já consegui uma morada e um número inglês o que torna as coisas bem mais fáceis.

3 da tarde e convite para ir passear. Lá vou eu ter com o meu amigo Ni a Covent Garden...1ª asneira: sigo as setas da saída e deparo-me com uma multidão à espera de elevador...como já estava atrasada resolvo ir pelas escadas e nem reparo no aviso de 100 degraus! Acham pouco? Desafio-vos a subirem os degraus e depois conversamos!

Passeamos pelo mercado, assistimos a umas performances na rua e fizemo-nos ao caminho. Procurar uma casa de chá que diziam ser interessante, a Fortnum & Mason Plc...linda, de perder a cabeça. Demos uma volta pela loja e acabamos sentados numa mesa a comer uns belos de uns scones mesmo a tempo do 5 o'clock tea.

Dali e para queimar estas doçuras fomos a pé por este percurso sensivelmente: St James Park, Horse Guards, Downing Street, Westminster, Big Ben...até à Tower Bridge ( tudo a pé meus caros!)

Pelo passeio passamos por homens estátuas e alguns bêbados que deixaram o melhor deles pelo caminho...não foi bonito de se ver...

Ai e tal o que vamos fazer? Prontamente disse com o meu ar mais sério é sábado à noite vamos ficar por aqui e aproveitar.

Apanhamos o autocarro até Liverpool Street e de novo a pé fomos para Brick Lane que dizem ser uma zona bastante movimentada e com muitas alternativas quer para jantar quer para um copo. Depois de mais uma bela caminhada decidimos onde iamos jantar. Iríamos a um idiano ou semelhante...também não havia grande diferença sinceramente os cheiros eram todos de monhés e indianos, mulçumanos etc etc. Cá fora dizia ser um dos melhores do ano...não tinham mesa! Não há problema nenhum. Levaram-nos a outro que pelas semelhanças físicas deveria certamente ser do primo...não me admirava nada que todos eles daquela rua tivessem alguma relação familiar!

Comemos como uns lordes!

Dali mais um passeio para digerir o jantar, como se ainda não tivessemos andado muito! Tou morta! Os meus pés queixam-se e eu faço como os político: ignoro!

Depois de toda a caminhada e de barriga satisfeita a vontade foi mesmo vir embora. Lá viemos no metro sossegaditos para casa!

Amanhã um novo dia!

Beijos
*

Friday, June 20, 2008

2ºDia

Objectivos: Encontrar a St Martins School e no final da tarde encontrar-me com um amigo para irmos a um churrasco para assistir ao jogo de Portugal.

Para não variar saio na paragem mais longe e dirijo-me na direcção errada...toca a andar para trás outra vez. Mas como tinha tempo aproveitei para ver algumas montras e ver a área.

Zona mais central, mais pessoas, mais lojas, mais confusão.

Lá encontro a faculdade e vejo que há exposições de trabalhos de alunos: cerâmica, joalharia, têxtil, industrial e comunicação. A de joalharia foi sem dúvida a mais interessante, mais ousada.

Trata-se de um edifício antigo, arrisco a dizer do estilo neoclássico...não tenho a certeza mas penso que dá para ficarem com uma ideia.

Encontro um supermercado maior do que o do que fica junto à residência, mas é mais caro sim porque guardo os tickets porque no poupar é que está o ganho. Este supermercado enorme cheio de gente com n de refeições rápidas, sandwiches, saladas, sumos etc etc...vai ser uma alternativa à cantina da faculdade. Têm um sistema muito bom para evacuar tanta gente: imaginem o espaço que ocupa uma caixa do continente, agora repartam-no em 3 partes, e só se ouve :"Next please", e é sempre a facturar. Quando se entra parece uma colmeia! É super interessante observar este frenezim que há por todo o lado da cidade.

Lá faço umas compritas e volto para a residencial para almoçar e descansar as pernas e os pés.

Fim de tarde vou eu à aventura ter com o meu amigo. Armada em esperta apanhei o autocarro para Archway e pensei...ó este deve dar até Moorgate e assim escuso de ir sempre underground...falo com o motorista, ele não deve ter percebido o meu inglês quase quase perfeito de maneira que a resposta dele não me transmitiu muita segurança. Vou para o andar de cima, porque mesmo que ficasse perdida ao menos ia fazendo um tour pela cidade. Eis que pergunto à rapariga que vai no banco ao lado se ela sabia se eu ia na direcção certa. Não, não ia. Prontamente ela disse que ia para o metro e vinha comigo. A Joanna, filha de pai húngaro e mãe polaca, que já esteve 1 ano a viver em Espanha foi espetacular, levou me para a estação e veio até à plataforma certificar-se que eu não me iria perder! Incrível!

Lá chego ao local marcado antes da hora, aproveito para ir dar uma volta...zona com casas espetaculares e algumas com bandeiras portuguesas. Quase toquei à campaínha..quase quase...

Lá me encontro com ele e vamos para a festa. Paddington. Numa casa super agradável estivemos cerca de 20 portugueses, 2 ingleses, 1 alemão e 1 brasileiro com cara oriental! e a Alemanha ganha! o desânimo foi quase total mas lá se começou a grelhar os hamburguers, as salsichas e a bela da febra.

Regresso a casa...foi dificl...mesmo...demorei 1h30...1ª linha de metro avaria...indicam-nos outra...lá me sento...e a senhora começa a falar...atraso por problemas na linha...e o metro desliga os motores...vou lá falar com alguém do metro para me darem uma alternativa...toca a mudar de linha...e finalmente consegui...espero pelo outro metro, chego a Archway e espero pelo autocarro.

Ao final de alguns minutos o que eu queria não vinha até que perguntei noutro se ia para onde queria, o motorista não percebeu mas uma senhora percebeu e indicou-me que sim e onde teria que sair e para ter cuidado.

Cheguei!
Amanhã um novo dia, novos desafios.

Dia da partida

O dia começou bem cedo, depois de duas boas surpresas de despedida.

A lágrima quis aparecer, foi uma luta muito grande e digo-vos que se conta pelos dedos da mão aquelas que eventualmente tenham escorrido pela minha face.

Check-in feito! Não há volta a dar! Tem que ser!

Uma mescla de sentimentos: nervosismo, medo, saudade, ansiedade, nostalgia e as expectativas deixaram-me completamente desnorteda, baralhada e frágil. Coisa que me surprendeu pois pensei que eu seria bem diferente, afinal não.

O avião descola e 2 horas e pouco depois aterra em Stansted. 1º objectivo: descobrir a estação de comboios.

Entro no comboio e ao meu lado senta-se uma senhora portuguesa que ficou contente por eu ser também oriunda do mesmo país. Pouco depois esta mesma senhora faz uma chamada para algum familiar onde diz:" Estou ao lado de uma menina também portuguesa, parece que estou em casa!", é engraçado como nos primeiros minutos numa cidade longe de casa o ouvir a nossa língua nos conforta! Eu imagino daqui a uns tempos...

A viagem começa, são 45min até ao centro de Londres. Há que aproveitar o tempo...a rapariga que ia no lugar à minha frente, que fiquei sem perceber se era italiana ou inglesa ( falou as duas e a meu ver muito bem, como se eu fosse alguma expert em línguas...nunca), resolve maquilhar-se. Eu pensei cá para mim: coitada vai borrar-se toda...nada meus amigos..é dom...até risco no olho fez!!!

Entretanto a viagem foi decorrendo e parando em algumas estações...fui divagando pelas janelas e de vez em quando olhando para os passageiros. Foi então que reparei que eles muito leêm...até em pé eles vão a ler...não há cá enjoos para ninguém.

Chego a Liverpool Street, segunda parte da viagem...comprar o Oystercard e perceber para onde vou.

Juntem a esta viagem a minha mala de 20Kg ( que tem rodas!!!porque se não tivesse...ui ui) e a mochila com quase 10. Ginásios para quê???

Voltando ao metro já de Oystercard na mão e instalada no meu lugar, em pé junto à porta por causa das bagagem...aqui reparo que eles são ecologistas: 1 jornal deve dar à vontade para 20 ou mais pessoas. Lê-se o jornal e pousa-se para o próximo interessado. É espetacular!!!

Começo a ver que preciso de trocar de linha...saio de um para o outro, entre eles corredores enormes e escadas normais...e as rolantes uhmmm...onde é que elas andam???? pois é...agora imaginem com a mala e mochila...devo ter feito uma cara de tal esforço que muita gente me ofereceu ajuda....orgulhosa e desconfiada recusei...tona! Se soubesse o que me esperava...

Lá consigo entrar no último metro e lá vou eu toda lampeira para Highgate. Saio e começo a ver as alternativas até que o segurança me indicou o caminho.

Uma zona simpática a descer, com lojas e algum trânsito...eis que achando eu que estaria a chegar viro na rua que o mapa me indicava e tenho-vos a dizer que os 500 metros ou lá quantos eram que tive que fazer... foi sempre, sempre, sempre a subir...10% de inclinação..quase desisti..pensei largar a mala...depois pensei que seria melhor não...podia me fazer falta alguma coisita que eu lá tivesse.

Chego à Furnival House a pingar e a morrer de sede! Lá me dão a chave do quarto e transmitem-me algumas regras.

A cozinha tem um código para eu entrar!! Utensilios de cozinha a sério é mito para estes lados!!! Os frigoríficos e congeladores estão vazios...provavelmente será um sinal para lá não deixar nada! A ver...

Dou uma volta pelas instalações e vou comprar água a um supermercado aqui perto. Entro e resolvo dar uma vista de olhos pelos produtos...ai pingo doce!!onde estás tu??? leite só em pó neste supermercado, comida para cozinhar eu não vi ou não descortinei. Só pré-cozinhadas, microondas ou umas carnes com molhos já feitos...

Volto à residencial e resolvo perguntar se há internet a resposta foi: no, but you can try to find a ciber cafe near archway. PÂNICO!!!! eu pensei: como é possivel alguém viver sem internet??? socorro como é que vou fazer??? À mitra e à verdadeira tuga liguei o computador na tentativa de sacar o sinal a alguém...tangas...apareceram 2 redes mas claro eu não sou hacker nem técnica de informática...afiei os dentes.

Entretanto resolvo ir fumar um cigarro e reparo que a rapariga da recepção é outra...voltei a perguntar por internet e voilá um código e o meu pânico e desespero passaram imediatamente.

Liguei me ao mundo e comecei a navegar e a comunicar!

*

Monday, June 16, 2008

The Story

" All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through but you do
And I was made for you... "

Brandi Carlile
*

Dreaming

" Must have been dreaming not sleeping
Must have been living not thinking
I let my hair down and let you in
Must have been roses that summer

It's the small details I remember
The way that you laughed
And your hands moved me
You'll keep me warm forever
You gave me space to be

And though you're gone
I know you're dancing
In the next room
It wont be long
Until I'm dancing with you
Cos I never felt this way before

Must have been singing not speaking
Must have been waving not drowning
In the afternoon sunlight
You kept smiling
And I was so happy I found you

You got me spinning around
You got me upside down
You got me"

bassboosa
*

Wednesday, May 14, 2008

Valor

O valor não está nas notas, nem na roupa muito menos nos carros ou nas casas.

O valor está no que nos rodeia, na amizade SINCERA, na CUMPLICIDADE, na LEALDADE, nos SORRISOS, nas LÁGRIMAS, nos ABRAÇOS, nos OLHARES.

Não está de certo confinado a quatro paredes muito menos a um horário ou agenda.

Está na DISPONIBILIDAE, na CONFIANÇA, nas PALAVRAS sábias e amigas.

O valor há muito se perdeu neste mundo cruel carregado de más indoles, de pessoas PEQUENAS e MESQUINHAS, INVEJOSAS e POBRES DE ESPÍRITO.

É nas tempestades que o valor emerge e nos abre os olhos para o que de facto tem VALOR.

É no OUVIR, na OBSERVAÇÃO, na ESPONTANEIDADE que o valor cresce.

É ASSUMIR os erros, ASSUMIR as verdades, ASSUMIR quem SOMOS, o que DIZEMOS, o que PENSAMOS que nos dá valor.

É saber DESCULPAR, PERDOAR e ACEITAR que nos faz diferente dos OUTROS.

É saber OUSAR, é saber ARRISCAR, é ACREDITAR, que nos diferencia de tudo o RESTO.

No fundo é saber PENSAR, é aceitar-mo-nos COMO SOMOS!

Tuesday, April 22, 2008

"O ódio dos fracos não é tão perigoso como a sua amizade."

Luc de Clapiers Vauvenargues

Sunday, April 20, 2008

"O PORTO é só uma pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore."

Eugenio de Andrade

Friday, April 11, 2008

desculpas-me?
Vou escrever até acalmar
Até deixar de pensar
Até adormecer
Até as palpebras pesarem e se tornarem mais fortes que esta vontade que se apoderou dos meus dedos e que neste momento comanda os meus actos.
Quero apenas deixar fluir e quero apenas acalmar
Arrumar os pensamentos
As ideias
As vontades
Os objectivos!

Objectivos?
Que objectivos?
Como é possivel criá-los?

Areias movediças
É nesta paisagem que nos encontramos! em areias movediças!
Irrita-me e ao mesmo tempo dá-me vontade de rir!
Dizem que nunca é tarde...mas há situações em é tarde e até demais!
Quando o reconhecimento é tardio
Quando se fala mais do que se deve
Quando se soltam palavras parvas
Quando se olha p o passado e se diz...se soubesse já teria feito

Mas afinal o que é que eu pretendo????
NÃO SEI

Será que algum dia saberei?
Ou terei mesmo que viver nesta angústia?
NÃO SEI!NÃO SEI!NÃO SEI!NÃO SEI!


*
Tou triste
Tou aborrecida
Tou frustrada
Tou pensativa
Tou perdida
Tou com vontade de ir para bem longe
Ou provavelmente
HOJE
Aprendi que o meu lugar não existe
Tudo é fruto da imaginação, ou melhor das informações que nos preenchem a cabeça, a memória
Sim, porque somos matéria feita de informação, informção esta proveniente de muitos focos, lugares, sons, cheiros, imagens, toques, trocas, distâncias, leis e moral( ou mellhos FALSA MORAL que é disto que se vive)!

ai

*
Hoje escrevo porque preciso
escrevo sem conexão
sem intenção
sem preocupação
Escrevo com o intuito de tirar este peso de cima
Escrevo para afugentar o que me apoquenta
Porque tou chateada comigo
Porque hoje
vi que ainda sou inocente
porque hoje me deparei com a minha falta de tacto
porque hoje reparei que ainda não cresci
porque hoje torci o braço e não fui capaz de precaver
não fui capaz de calar esta boca estúpida que não sabe estar calada
as palavras por vezes saem bem mais depressa que o meu pensamento
Escrevo porque quero ir dormir
Escrevo porque preciso dormir
Porque preciso de sonhar
Porque sou uma parva lamechas estúpida e mimada
Porque hoje o tempo veio para me atulhar de pensamentos
O hoje, o tempo de hoje só me veio fazer pensar no que não quero
No que eu não pretendo aceitar.
Hoje o tempo veio baralhar tudo
Tá tudo muito confuso! tudo muito disperso!
Tou cansada
Cansada de estupidez
De tanta burrice
De tanta injustiça
De tanta arrogância
De tanta podridão!
De tanta falta de compreensão
De tantos pressupostos errados
De tanta e tanta coisa que perderia de vista a minha imensa lista!

Ser humano

Ser humano o bicho de sete ou mais cabeças
Tanta informação
Tantas experiências
Tantos passados
Tantos medos
Tantas e tantas questões que fazem de nós aquilo que hoje somos.
Formatar é algo que não é possível de executar, se por um lado é óptimo porque nos permite lembrar, relembrar, reviver, re-sentir, e nos permite ainda criar defesas, saber superar obstáculos, aprender, por outro, poderia ser um bem essencial para apagar algumas nuvens que aparecem, que se criam ou que simplesmente criamos!

Tempo é...

O tempo é
como uma moeda
como um papel
como um íman
como tudo o que tem frente e verso!

*

Tuesday, April 08, 2008

Crazy For You

"Found myself today
Singing out your name
You said I'm crazy
If I am
I'm crazy for you

Sometimes
Sitting in the dark
Wishing you were here
Turns me crazy
But it's you
Who makes me
Lose my head

And every time
I'm meant to be
Acting sensible
You drift into my head
And turn me
Into a crumbling fool

Tell me to run
And I'll race
If you want me
To stop I'll freeze
And if you are me
Gonna leave
Just hold me
Closer, baby
And make me
Crazy for you
Crazy for you

Lately with this state
I'm in I can't help
Myself but spin
I wish you'd come over
Send me spinning
Closer to you

My oh, my
How my blood boils
It's sweet taste for you
Strips me down bare
And gets me
Into my favourite mood

I keep on trying
Fighting
These feelings away
But the more I do
The crazier I turn into

Pacing floors
And opening doors
Hoping
You'll walk through
And save me boy
Because I'm too
Crazy for you
Crazy for you"

by Adele

Monday, April 07, 2008

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa
do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.


Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

Tuesday, March 04, 2008

Devagar vais te chegando como quem quer apenas dizer um segredo...falas-me de ti e mostras-me o teu mundo.. aproximo-me ...começo a sentir o teu calor...a vontade de te agarrar e não largar mais começa a apoderar-se...dou por mim completamente desnorteada, sem saber como controlar esta situação...aí, tu puxas-me, juntas o teu corpo ao meu...fecho os olhos e deixo-me levar por ti.

Os teus lábios aproximam-se dos meus e eu não consigo evitar em tocá-los...tu foges...puxo-te para bem junto de mim e agarro-te com toda a minha força e peço para que não fujas! Os teus braços começam a enrolar-se na minha cintura, à medida que eles se aproximam sinto o teu calor. Seguras-me e sinto a tua força. Conduzes-me nesta viagem intensa redescobrindo pormenores que em tempos julguei perdidos...mostras-me a paisagem que pensei ter desaparecido...levas-me para bem junto de ti!

Abro os olhos e nosso reflexo é apenas um!

*

Tempo

Quero que o tempo passe depressa, que chegue bem rápido o dia da próxima estação!
Quero embarcar todos os dias naquele que me dá paz, que me mostra a luz do dia.
Quero olhar pela janela e ver o teu reflexo.
Quero abrir os olhos e saber-te bem junto.

Quando chega nem sei o que dizer, o que fazer, receio que a voz não saia, que as mãos estejam suadas, não quero que te apercebas que o medo me assola.


Medo de não corresponder, medo de falhar, medo que deixes de querer chegar, medo de cair!

Medo que uma vez mais o chão me fuja e me deixe no meu casulo, recuando ao escuro que desejo não ver!

Medo de perder uma vez mais!

Deslumbrada

Assim..de repente..sem contar.
Foste entrando sem pedir licença! Sem saber como mostrei-te o meu mundo. Dei por mim indefesa, vulnerável ao teu comando, à tua voz, ao teu toque, ao teu cheiro.
Hipnotizada, deslumbrada!

Deslumbrada! Sim!

Com vontade de viver!
Com vontade de correr!
Com vontade de sorrir!
Com vontade de partilhar!

Deslumbrada com o teu olhar!
Deslumbrada com a tua serenidade!
Deslumbrada com a tua perspicácia!
Deslumbrada contigo, com o que me ofereces, com o que me proporcionas, com o quadro que juntos pintamos, com o mundo que partilhamos!

*

Thursday, January 31, 2008

De Volta Pro Aconchego

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim"

Elba Ramalho

Friday, January 11, 2008

Elogio da Loucura

"A morte do escritor Luiz Pacheco não é apenas uma perda para a cultura. Numa altura em que o Governo investe a sério, e com ASAE pela trela, numa fornada de cidadãos enérgicos e atléticos, livres de fumo e bactérias, ainda mais se sentirá a falta da sã loucura dos indomáveis.

Luiz Pacheco fazia parte daquele grupo de criadores – João César Monteiro e Cesariny eram outros - que um Estado decente subsidiaria. A fundo perdido. Para seu próprio bem. A paisagem agradecia e o País melhorava.

Bastava pedir-lhes que fossem como sempre nos habituaram: irreverentes, refractários, subversivos, de manguito carregado e palavras sem dono. Seríamos todos mais felizes e a geração vindoura agradecia. E ainda íamos a tempo de mostrar que, felizmente, ainda há quem tenha um parafuso a menos e um cigarro a mais.

Temo bem que, com andar da carruagem, figuras semelhantes a Luiz Pacheco, César Monteiro e Cesariny tenham cada vez menos lugar numa sociedade estilizada, de ideias poucas, comportamentos light e filosofia Paulo Coelho. Quando muito, o Ministério da Cultura talvez estivesse disponível para criar, para alguns intratáveis, uma reserva «índia», coisa para turista ver. «Não é permitido dar de comer ao Cesariny». «Cuidado, não coloque as mãos na jaula do Luiz Pacheco». Coisas assim. E a vidinha seguia, livre de corantes e conservantes. E outros animais falantes.

Quando um Governo ataca a fumarada com golpes baixos e faz da política um misto de jogging e salto à vara, não se pode esperar dias melhores. Um País com dois milhões de pobres que decide baixar o IVA dos ginásios não regula (o que, de certo modo, já o eleva à condição de um César Monteiro, vá). Os ginásios, esses, continuarão a esfregar as mãos com os propósitos saudáveis do Governo: vão engordar à custa de taxar as nossas gorduras por outras vias, à razão de 10 euros por cada fatia de paio ingerida.

Não adianta sequer resistir às modas e tendências. Portugal tem um não sei quê genético para polícia de costumes e bufaria engravatada. Está-lhe mesmo nos genes e qualquer Salazar dos novos sabe isso.

Não tardará a que uns candidatos a Cesarinys, Monteiros ou Pachecos sejam internados ou fiscalizados antes de rabiscar numa folha branca um desarranjo intelectual. Onde já se viu, dizer e escrever o que lhes vai na telha, os improdutivos?! O País não está para loucuras, senhores. E todos somos necessários nesta grande tarefa de higienizar a cidadania e desinfectar o cenário de parasitas. O Portugal de Sócrates não quer bicho na maçã nem grão na engrenagem. Com um País assim, que pena César Monteiro não estar vivo: pedia-se mais um filme negro com actores em «off». Branca de Neve já temos."

Miguel Carvalho in Visão

Monday, January 07, 2008

Bem-vindo ao ano de 2008

"Bem-vindo ao ano de 2008 e a um país onde o terror passou a ser lei e o Estado democrático e republicano foi substituído por um Estado policial onde a totalidade dos cidadãos assume a condição de vigilantes da lei e da virtude e a totalidade das forças policiais estão mobilizadas para acorrer a todo o lado e reprimir na hora os prevaricadores dos bons costumes. Havia a Arábia Saudita, o Irão e os Estados Unidos. Agora há mais um país oficialmente fundamentalista: Portugal.

Com a entrada em vigor da famigerada Lei 37/07 - a lei antitabagismo -, passa a vigorar entre nós uma lei do terror e o país reencontra-se com a sua velha vocação de proibicionismo, delação e repressão dos direitos individuais. Tudo para perseguir um vício que, note-se, é, todavia, legal e fomentado pelo próprio Estado. O Estado financia, com dinheiros europeus, o cultivo de tabaco; o Estado produz e comercializa cigarros, em regime de quase monopólio, através da empresa pública Tabaqueira; o Estado taxa, de seguida, a venda de cigarros (que ele próprio promove), constituindo essa uma das suas principais fontes de receita. E, no fim do processo, o mesmo Estado, movido pela nobre intenção de defender a saúde pública, decreta que quem fuma deve ser perseguido, denunciado e multado em todo o lado. Qualquer "dealer" de drogas duras tem mais credibilidade moral do que o Estado português. Nem os "dealers" de heroína perseguem os clientes nem o Governo da Arábia Saudita promove a venda de álcool aos fiéis a quem proíbe beber.

Tardámos, mas, nestas coisas do politicamente correcto, quando avançamos é a matar. Sobretudo se tudo o que se exige aos governos é que proíbam e multem. Nenhum país do mundo (excepção feita aos Estados Unidos, em alguns Estados) foi tão longe em matéria de perseguição aos fumadores - mas também se compreende, visto que eles são os maiores produtores mundiais de tabaco e, se o proibissem, levariam à ruína e ao desemprego milhões de agricultores e trabalhadores das tabaqueiras. Neste campo, quanto maior é a culpa maior é a hipocrisia.

Ao abrigo da Lei 37/07, nenhum trabalhador, mesmo que a sós no seu gabinete de trabalho e sem contacto com outros, vai poder fumar; o engenheiro José Sócrates vai ter de ir fumar para os jardins de São Bento, porque lá dentro está num edifício de um órgão de soberania; um velhinho, internado para morrer num lar e cujo derradeiro prazer seja o cigarro, não o vai poder fumar porque chamam a polícia; um preso pode pedir uma seringa nova numa prisão para injectar droga, mas não vai poder fumar, excepto no recreio ao ar livre; em locais como a Feira da Golegã, a Fatacil, a Ovibeja ou a Feira da Ladra, mesmo ao ar livre, não se vai poder fumar, porque são recintos de feira; nas praças de touros não se vai poder fumar, porque são recintos de espectáculos; o faroleiro do Bugio ou o guarda-linha da CP, mesmo na solidão absoluta das suas moradas, não vão poder fumar, porque estão em instalações do Estado; pela mesma razão, nem sequer o embaixador vai poder fumar, nas várias embaixadas de Portugal espalhadas pelo Mundo; não se vai poder fumar nos quartéis, nos navios da Armada, nas estações e gares de comboios e barcos, nos aeroportos, em todos os ministérios e repartições públicas, nos hospitais e centros de saúde, nas Pousadas de Portugal e em todos os hotéis que o decidam, em todos os espectáculos, excepto nas zonas ao ar livre dos estádios de futebol (à excepção do camarote presidencial do Benfica e do FC Porto). Mas, resumindo: como não se pode fumar em nenhum local de trabalho nem de atendimento ao público, as quarenta e tal proibições da Lei 37/07 tornam-se inúteis e, com um legislador menos incapaz, ter-se-iam reduzido a uma simples formulação: é proibido fumar em todo o lado, excepto ao ar livre e dentro do transporte individual ou da casa de cada um. Ressalvando, todavia, que, mesmo ao ar livre, há casos de proibição na lei e que, mesmo em casa de cada um, nada exclui que, tal como previsto na lei, "por determinação da gerência" do condomínio, se possa proibir o fumo em todo o prédio.

Só alguém com sérios problemas mentais poderia ter feito esta lei. E só uma Assembleia de deputados incompetentes e sem coragem nem vontade própria a poderia ter aprovado. É uma lei à medida de um país de polícias e de eunucos. Chamada a resolver uma situação em que se tratava de proteger os não-fumadores do fumo passivo, obrigando à criação de áreas específicas para fumadores, o legislador não esteve com meias medidas e quis lá saber se os fumadores tinham ou não alguns direitos também. A regra foi proibir quase sempre e em todo o lado e, quando misericordiosamente entreabriu algumas portas (como no caso dos bares e restaurantes), determinou tamanhas exigências técnicas que a tradicional lei do menor esforço e a falta de profissionalismo em vigor no sector se encarregaram de chegar à solução mais fácil: que vão fumar para a rua e é enquanto podem.

Já andam para aí alguns zelotas preocupados em que a lei possa não ser cumprida em todo o seu rigor. E alguns descendentes mentais dos antigos 'bufos' da PIDE já se encarregaram de telefonar à polícia a denunciar fumadores. E a polícia lá acorreu, pressurosa, para reprimir à nascença a difusão deste odioso crime - que é o único não previsto no Código Penal e fomentado pelo Estado.

E lá, do seu pedestal onde figura como Torquemada ou Elliot Ness da Reboleira, de crachá pendente do cinto das calças e ar ameaçador (vide revista 'Tabu' do último sábado), já afia o dente António Nunes, o presidente dessa nova polícia chamada ASAE, cujos agentes se apresentam de camuflado negro e em estilo de brigada antiterrorista para inspeccionar restaurantes e cafés do país e agora mobilizada para o combate a este novo crime.

A lei, aliás, parece feita de encomenda para o senhor da ASAE. O homem que promete acabar de vez com as bolas de Berlim nas praias, os pastéis de bacalhau nas tascas e os doces de fabrico caseiro nos cafés, que jura guerra às colheres de pau nas cozinhas e que promove um mundo totalmente plastificado - colheres, copos, luvas, embalagens para tudo - e que suspira filosoficamente que a "dura lex, sed lex" o vai obrigar a fechar metade dos restaurantes do país, não podia ser mais adequado a esta nobre tarefa de perseguir os fumadores em todas as feiras, chafaricas e recantos do país profundo. (Na Irlanda - esse país que ainda há poucos anos perseguia os 'infiéis' não-católicos como emissários do demónio -, a perseguição aos fumadores desencadeada pela ASAE local levou já ao fecho de 11 mil "pubs" de província, de acordo com o lema "acabamos com os fumadores nem que tenhamos de acabar com a vida no interior!") Um bom exemplo para Portugal.

Sosseguem, pois, os "ayatollahs" de serviço por aqui: temos a ASAE e o seu exército de camisas negras com as narinas devidamente treinadas para cheirar qualquer resquício de fumo a léguas de distância. E temos os eternos 'bufos' disponíveis para denunciar nem que seja o velhote que há anos se senta na mesma mesa da tasca do bairro para jogar dominó com os amigos e acender um cigarro para queimar o frio e a tristeza. A tristeza por viver num país onde se respeita tão pouco a liberdade dos outros."

Miguel Sousa Tavares in Expresso

Tuesday, January 01, 2008

baixinho

Shuuuuu...não fales. Está a chover! Vamos ficar assim aqui, quietinhos.
vamos apreciar este momento, vamos gozá-lo, com calma, muita calma. Como se estivessemos parados no tempo. No nosso tempo.
O teu silêncio acalma-me, o teu sorriso dá-me vontade de viver, o teu toque faz-me sentir mulher, as tuas palavras despertam o que há muito estava esquecido.

Shuuu...

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Monday, December 31, 2007

Não acredito que a Vida seja isto!

A vida é muito mais que umas calças, que um carro que tudo o que o tuga forçosamente quer acreditar. Acredito que a vida é muito mais que um curso, uma casa, uma família.
A vida tem que ser muito mais do que isto.
O amor e amizade tem que ser muito mais do que se tem vivido. Não posso acreditar que cá estamos para isto. Tem que existir muito mais, mais adrenalina, mais friozinho no estõmago, mais nós secos na garganta, mais vontade de viver, de lutar, de procurar.
A vida tem que ser muito mais que uma condição social. Tem que ser mais Vida, mais forte, mais excitante, tem que ser, preciso que seja.

Tenho me questionado sobre o porquê de vivermos, não pode ser para isto, não acredito que todos os avanços cientificios, tecnológicos, intelectuais e outros vieram para criar esta sociedade PODRE, carregada de viroses indeterminadas, de futilidade.

Alguém é capaz de explicar ao comum dos mortais que o caixão só tem um piso e não é muito espaçoso!

Não acredito que a Vida seja isto!

Portugal está a ficar sufucante, a minha condição está a sufucar-me, o ridiculo dos noticiários, os que se intitulam a torto e a direito que são doutores e engenheiros, como se isso fizesse diferença, acerdito que um mestre de obras fosse bem mais capaz do que muitos que usam gravata e que nem contas são capazes de fazer.

O país está a ser governado por meninos, por incompetentes e lambe botas que nem coragem têm de enfrentar o minímo obstáculo.

Não sei onde vamos parar com tanta ganância. Sugeria a todos esses doutores que experiemntassem por um periodo de 1 anito, vá, uma situação ao comum Português, por exemplo:

2 ordenados mínimos ( na apresentação do certificado de habilitações, e autenticado)
1 ordenado mínimo no caso de não provada a licenciatura.

candidatura ao estágio profissional ou semelhante mais a candidatura á porta 65.

Acrescenta-se a isto um crédito para pagar a máquina de lavar a loiça, o tlm e ainda o empréstimo para o carro.

Em cima deste bolo colocamos uma relação de união de facto, em que o conjugue está grávida.

A morada pode ser Anadia por exmeplo.

Aí presumo que 10% desses doutores e engenheiros mudassem não só a perspectiva como tentassem melhorar.

A politica em Portugal está cada vez pior, e digo-vos que não sou propriamente a pessoa mais atenta e sábia da matéria, mas os telejornais começam a mexer no meu sistema nervoso. com tanta falta de visão que os nossos gorvernadores possuem.

Porque não apostar no que vai para além do litoral português? porque não apostar numa matéria prima de valor acrescentado que justifique a exportação do mesmo? pq é que não somos capazes hoje em dia sermos pioneiros? porque é que vivemos numa sociedade que não dá o devido valor? porque é que a ideia que é criada é que os lambe botas, e incompetentes é que acabam por subir? porque é que estamos neste caminho? porque é que os "chefes" não sabem o que é a motivação? o positivismo?

Como é possivel termos chegado a este ponto? Se fomos já capazes de desbravar tanto caminho incógnito? Onde é que está essa garra? onde é que está a curiosidae? a aposta no desconhecido?

Nós somos um País como muito valor...mas aos poucos este valor vai-se perdendo. Um dia destes será Portugal S.A.

A vida não pode ser isto! Portugal não poder ser isto

Tuesday, November 06, 2007

O tempo

Estou revoltada! E hoje vai ser um DESABAFO, sem preciosismos, de gramática, ligação de pensamentos e ate mesmo pontuação!

A nuvem voltou!E com ela a minha vontade de escrever!

Aprendi a lidar, a jogar, a calcular!

Aprendi que por algum motivo dizem que a PROSTITUIÇÃO é uma das profissões mais antigas; o tempo tem-no provado que, não só é verdade como assume cada vez mais formas de o praticarem.

"Caco Antibes" dizia sem medo de esgotar a seguinte frase:"Detesto Pobres!", sempre adorei! A inteligência está na subtileza da junção destas duas palavras, que tão bem se comportam.

Detesto pobres, os de espírito e os que se resignam e acomodam ao pouco que têm com medo de viver!!! E ainda se acham gente!

Aprendi que o mundo é muito mais que uma rosa brava! Aprendi que que estou rodeada de muitas pessoas pequenas que pela inercia, futilidade, falta de muitos príncipios básicos, de mexericos, de merdinhas, e que não sou capaz de lidar com estas pessoas, não há força que aguente, não há sorriso,não há nada.

Aprendi que o valor está naqueles que por pequenos gestos, palavras e olhares nos demonstram o valor que eles têm e que retribuem.

O tempo fez-me crescer e eu não queria.

O tempo fez-me ver pinturas que eu não queria.

O tempo não me perdoou e obrigou-me a tornar-me adulta.

O tempo provou que a pequenês se encontra nos gestos, nas palavras, nos olhares, nos OBJECTOS( já alguem explicou que o Shaka Zulu já morreu há muito, e que já não se usa ser-se enterrado com bens materiais!!!!)


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LOST

I can’t believe it’s over
I watched the whole thing fall
And I never saw the right man was on the wall
If I only knew
Days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognized the girl you are today
And god I hope it’s not too late
It’s not too late
‘Cause you are not alone
I’m always there with you
And we’ll get lost together
Till the light comes pouring through
‘Cause when you feel like you’re done
And the darkness has won
Babe, you’re not lost
When your worlds crashing down
And you can’t bear to fall
I said, babe, you’re not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you’ve gone crazy
But you’re not
Things have seem to changed
There’s one thing that’s still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

‘Cause you are not alone
And I am there with you
And we’ll get lost together
Till the light comes pouring through
‘Cause when you feel like you’re done
And the darkness has won
Babe, you’re not lost
When the worlds crashing down
And you can not bear to crawl
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost
I said, baby, you’re not lost

Michael Bubble

Wednesday, December 06, 2006

Eu sei la

Torna-se dificil...é o que dizem.

A saudade é que torna...o fado e toda esta triste caracteristica do povo português...que nos deixa sempre num nevoeiro meio nostalgico meio alegre.

O cerne está que, associado a esta caracteristica advém outras tantas que começam a complicar...como por exmplo o termo comparação!!! É uma chatice...nem tudo tende a melhorar face à experiencia similar passada..e ai entra a " tristeza" a "frustração" que ao fim de um tempo transformam-se num estado de espírito grave - a dita Depressão

E, entrando por ai é um novelo de lã: ai se fosse como eu ja vi, como eu ja vivi, como ja experimente, ect.

As saudades! É muito bonito dizer-se que somos a unica língua que contém este estado de espirito!

O grave é, de facto, a comparação: que vem demonstrar o que poderiamos ter feito, ter dito, o quanto poderiamos ter arriscado e mandado tudo para o alto!!!!!

Na verdade é que a minha vida entrou num ciclo vicioso que ate enjoa! uma seca, uma maré vaza!!! Uma chatice...e apetecia-me rebentar..."enlouquecer"...eu sei la bem.

tendo consciencia deste borbulhar e sabendo que sou incapaz de acalmar e muito menos de responder é mais dificl...dahhh que seca que chatice, que confusao, que lamechas, que cena podre!

Outro dia disseram qualquer coisa como: "suja-te"....e entre outras coisas, consequencia: introspecação, consequência: tristeza, vazio, frio, escuro!


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Saturday, December 02, 2006

That's What Friends Are For

And I
Never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned I'm glad I got the chance to say
That I do believe I love you

And if I should ever go away
Well then close your eyes and try to feel the way we do today
And than if you can't remember.....


Chorus
Keep smilin'
Keep shinin'

Knowin' you can always count on me
for sure
that's what friends are for

In good times
And bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for


Well you came and open me
And now there's so much more I see
And so by the way I thank you....


Ohhh and then
For the times when we're apart
Well just close your eyes and know
These words are comming from my heart
And then if you can't remember....Ohhhhh